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afonsonunes

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25 Nov, 2020

O Bloco bloqueou

Amanhã, quinta-feira, vai votar-se o Orçamento de Estado para 2021, depois de muito se falar de geringonça morta e de muitas outras peripécias de receitas e despesas em tempo de pandemia relativas ao próximo ano. Desta vez é um orçamento muito sério, porque vai cobrir um período em que há quem esteja a querer descortinar um furo, precisamente por onde possa furar. O Bloco já decidiu que não quer agora mascarar-se de partido bonzinho de uma geringonça em que tudo tinha de ser (...)
Quando uma vítima de ter sido roubada fala do ladrão que lhe levou aquilo que julgava ser só seu, é natural que sinta convictamente os termos em que classificou o assaltante aos seus domínios. Parece-me óbvio que assim seja pois, ladrão, que eu saiba, não é uma profissão que mereça elogios seja de quem for. É de estranhar que qualquer ladrão tenha o desplante de querer convencer quem é roubado de que lhe prestou serviços relevantes próprios e também para o país e, já (...)
A pergunta parece inocente, mas não é preciso ir ao dicionário à procura de resposta. Porque é mais fácil a gente pôr a cabeça a funcionar. Basta pensar nos bandidos que nunca são incomodados, nunca são investigados, logo, nunca são julgados, nem condenados, obviamente. Nem é preciso estar pensar num qualquer Frederico nem num qualquer Jorge. Se pensasse, logo chegaria à conclusão que há um Frederico que está fora de questão e um Jorge que tem tudo a ver com a questão. (...)
20 Out, 2020

Felizmente!...

Estes difíceis tempos que atravessamos fazem-me lembrar cenas do romance de Eça de Queiroz, os Maias, principalmente no contraste das vidas luxuosas e desregradas dos cortesãos e da opulenta nobreza, em comparação com a plebe miserável e quase a roçar a escravidão. Dizia-se então que este miserável país não tinha ideias nem pessoas com categoria mental para o tirar deste lodaçal e fazer com que deixássemos de copiar tudo o que no estrangeiro se fazia, ainda que do pior que (...)
06 Out, 2020

Cavacando

Cavacando Vêm aí não sei quantos milhões por dia, nem quando chegará essa bandeja dourada a transbordar de notinhas novas para distribuir não sei por quem, nem tão pouco sei quando tudo isso vai acontecer. Mas que vai acontecer, vai de certezinha absoluta e o alvoroço entre corruptinhos e corruptões é indescritível. Imagine-se o medo, o pânico, em que toda essa pleiade de amigos de Portugal e dos portugueses mergulhou, só de pensar que tanto dinheiro não vai chegar aos bolsos (...)
É de loucos. Já não sei onde me meter para não ter que ouvir tanta vozearia a propósito de tantas coisas sérias que são tratadas com uma tão evidente falta de senso por tantos 'entendidos' em assuntos complexos, após a tomada de decisões de outros que tiveram de ser tomadas segundo as circunstâncias e urgência dessas medidas. Em termos de saúde são sobretudo as ordens e os sindicatos que mais se arreganham com os acontecimentos que diariamente são fornecidos pelas entidades (...)
Parece que toda a gente devia estar feliz se a saúde e o forno funcionassem na perfeição. Mas, na verdade não é assim, até porque há sempre gente que nunca está feliz de maneira alguma. Bem sabemos que é muito difícil nos tempos que correm haver alguém que se considere completamente feliz. Ou simplesmente feliz. Porém, a felicidade é um bem muito escasso e tem múltiplas maneiras de ser medida. Ter saúde e ter comida em cima da mesa todos os dias, é já um factor de (...)
17 Ago, 2020

Ruis

Os Ruis A atualidade portuguesa em termos de personalidades de quem se fala diariamente nas notícias, parece revelar uma certa predominância dos Ruis, em matérias dominantes como é o caso do futebol, da política, da justiça e outras de menor relevância mas igualmente interessantes. E quando os casos assumem algumas susceptibilidades recorre-se a um Rui virtual para sacudir as moscas do casaco. Não podia deixar de começar pelo insigne Rui Pinto de Costas dada a sua influência em (...)
A propósito de falar bem e falar mal, verifico que não entendo como é que há gente que fala tão bem, na rua, nos salões, nas reuniões, nas televisões e em todas as ocasiões, mas até parece que essa gente leva isso tudo como se estivesse permanentemente em diversões. E então vem-me à ideia aquela coisa que o povo diz, mas por palavras minhas, que é, vozes de um animal muito simpático não chegam ao céu. Obviamente que não estou a insinuar que toda essa gente se comporta (...)
12 Ago, 2020

Artolas

O país e o mundo atravessam uma fase de difícil decisão sobre múltiplos aspetos das vidas individuais e coletivas dos cidadãos atacados no cerne das suas atividades normais entre existências mais pacíficas ou mais atribuladas. Agora todas essas atividades se tornaram um pesadelo pelas limitações que um tal 'de bichinho' provocou ao infiltrar-se silenciosamente dentro de cada um dos surpreendidos, provocando tanto mais pânico quanto mais exposto se estivesse aos agora perniciosos (...)