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afonsonunes

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13 Jul, 2021

Os imprescindíveis

Com muita frequência surgem notícias dando conta de como uma atividade ou corporação é imprescindível para o bom funcionamento do país. Depois, lá vem a costumeira lamentação ou reivindicação da falta de reconhecimento moral e material dessa condição de imprescindibilidade. Começo pela ciência e pelos cientistas, recentemente versado na comunicação social. Sim, é verdade que sem a ciência estaríamos ainda na pré-história. E sem ciência não haveria cientistas (...)
20 Jun, 2021

Medo, sim!

Há quem tenha medo de ter medo e quem não tenha medo de mostrar o medo que tem. O medo é uma coisa muito esquisita, pois quanto mais medo tem alguém muito medroso, mais se preocupa em gritar bem alto que não tem medo. Por vezes são bem evidentes os sinais de que algo já está mais húmido que o normal debaixo das calças. Ter medo é muitas vezes sinal de cobardia, mas também é sinal de coragem quando se enfrentam situações difíceis com a noção plena do perigo que se corre, (...)
10 Jun, 2021

Errores e Horrores

A política nacional nunca esteve tão horrorizada como atualmente, embora se esteja nos preliminares de mais uma campanha eleitoral, mais ardente e errática que a permanente campanha eleitoral que já nem se sabe quando começa nem quando termina, isto é, estamos sempre em campanha eleitoral. Agora, todos os ‘errores’, de erros, pequenos ou grandes, são motivo para se pedir a demissão de alguém, como se já não se tolerasse que os erros são humanos e admissíveis, exceto (...)
É muito difícil a gente entender certas coisas que nos vão massajando o juízo por mais pacientes, e até benevolentes, que tentemos ser. Sim, porque os pacientes e os benevolentes são cada vez mais raros nestes tempos de aflições e nervosismos à flor da pele que consomem energias e provocam males e maleitas que acabam por ceifar muitas vidas precocemente. Por causa das coisas, só e apenas por isso, aborrecemos e somos aborrecidos como se não pudéssemos pedir desculpa ou receber (...)
Não. Não vai haver nenhuma revolução no país, nem no futebol nem na política. Não vai cair o governo, nem o presidente vai deixar que isso aconteça, aconteça o que acontecer. Mas vai acontecer qualquer coisa de extraordinário. O grande Sérgio vai estar num banco do estádio da Luz. E isso é muito mais importante que o Jorge vá estar lá sentado numa cadeira. Sim, numa cadeira entre as ‘multimuitas’ que vão estar vazias. Pois, o Jorge, terá certamente direito a estar (...)
25 Abr, 2021

Voz e poder

Diz-se que hoje, dia 25 de abril, é o dia da liberdade. Sim, é o dia da liberdade para se dizer o que apetece a cada um, tal como acontece nos restantes dias do ano. Embora se diga que vozes de burro não chegam ao céu, a verdade é que essas vozes tanto lá chegam hoje como em qualquer outra ocasião. E não importa que essas vozes sejam de gente ou de animais de qualquer outra espécie. Nomeadamente a dos humanos que, com as suas vozes sensatas ou completamente destituídas de senso, (...)
20 Abr, 2021

'Justicializando'

My  Takes 24  Há quem queira ser grande mesmo procedendo sempre como o mais pequeno dos seres que proliferam na espécie humana. Talvez por essa mania das grandezas acabamos por cair na tentação de os classificar como super seres coisa que eles adoram, por se verem catalogados num patamar fora do alcance social e profissional, mesmo dos mais ilustres e competentes cidadãos. Obviamente que, com esse estatuto, os super qualquer coisa têm uma grande tendência para se considerar (...)
28 Fev, 2021

Montar e desmontar

Adoro ouvir vozes que ensinam. Daquelas que não chegam aos céus mas chegam a quem, como eu, anda a par de quase tudo o que circula pelas televisões e pelos jornais. Mesmo aquelas vozes que têm muito a ver com o zurrar profético de grandes vultos de qualquer coisa. Sérgio Conceição disse antes do jogo de ontem com o Sporting que era muito fácil desmontar o sistema da equipa leonina. Entendi eu, não sei se mais alguém, que o sistema de jogo seguido por Ruben Amorim, não tinha (...)
23 Fev, 2021

Uma carta aberta

Acabo de ler no DN uma carta aberta subscrita por um grupo de personalidades que alertam para a qualidade da informação televisiva que massacra os portugueses que se preocupam com a verdade e a seriedade da vida dos nossos concidadãos. Quando falo em massacre refiro-me às imagens constantemente repetidas, acompanhadas por comentários sempre direcionados para a desvalorização de tudo quanto se faz e do trabalho de quem tudo tem feito, dentro das limitações impostas pela situação. (...)
Basta! Isto não vai lá com murros na mesa. Até porque as mesas não têm culpa nenhuma. Independentemente de quem se senta em boas e belas cadeiras à volta delas. As mesas são cegas, surdas e mudas. As pessoas que as utilizam não o são, de todo. Mais tarde ou mais cedo, não tardará que os murros passem da mesa para mãos sem luvas de boxe. Vergonha!! É efetivamente uma dupla vergonha que quem anda a dar murros nas mesas sejam pessoas que deviam ter o bom senso de não cometer o (...)