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afonsonunes

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23 Fev, 2021

Uma carta aberta

Acabo de ler no DN uma carta aberta subscrita por um grupo de personalidades que alertam para a qualidade da informação televisiva que massacra os portugueses que se preocupam com a verdade e a seriedade da vida dos nossos concidadãos. Quando falo em massacre refiro-me às imagens constantemente repetidas, acompanhadas por comentários sempre direcionados para a desvalorização de tudo quanto se faz e do trabalho de quem tudo tem feito, dentro das limitações impostas pela situação. (...)
Basta! Isto não vai lá com murros na mesa. Até porque as mesas não têm culpa nenhuma. Independentemente de quem se senta em boas e belas cadeiras à volta delas. As mesas são cegas, surdas e mudas. As pessoas que as utilizam não o são, de todo. Mais tarde ou mais cedo, não tardará que os murros passem da mesa para mãos sem luvas de boxe. Vergonha!! É efetivamente uma dupla vergonha que quem anda a dar murros nas mesas sejam pessoas que deviam ter o bom senso de não cometer o (...)
07 Fev, 2021

Massacre

Já não posso olhar para as televisões a operar no país. Durante o dia e parte da noite, só vejo agulhas a serem espetadas a esmo em braços de pessoas, sempre as mesmas e repetidas até à exaustão. Só vejo notícias repetidas sobre opiniões, as mais dispares, sobretudo sobre saúde e vacinas. Como se houvesse possibilidade de seguir todos os pontos de vista de tantos especialistas que discordam uns dos outros. E todos se acham no direito de serem ouvidos por quem decide. Sem (...)
22 Jan, 2021

Cores na língua

Se bem observarmos tudo quanto nos rodeia veremos que o país está cheinho de coisas curiosas. No que diz respeito a cores, obviamente. Tal como agora está na moda dizer: só neste país. Ainda ninguém se lembrou de dizer que este país está cor de burro a fugir. Até parece que neste país, que é Portugal, somos todos ignorantes, quando um ignorante assim nos classifica por motivos de lana caprina, ao sermos incluídos 'neste país'. Mas não são só os ignorantes que assim se (...)
19 Jan, 2021

Mascarrados

É tempo de mascarados por força dos tempos difíceis que atravessamos, pese embora o comportamento irresponsável de uns tantos, infelizmente muitos, que teimosamente armam em valentões e nada nem ninguém os demove de se mostrarem como autênticos mascarrados. Há mascarrados que não se importam de serem vistos aos olhos da sociedade como meros emporcalhados de mentes. Porque eles se apresentam pintados, borrados, no modo como se apresentam, ao exibirem os seus argumentos e até na (...)
17 Jan, 2021

Vou botar

Já há quem tenha votado hoje e eu só não o fiz com receio de que correria os mesmos riscos que me esperam no próximo domingo dia 24. Pelo que já li nas notícias de hoje terá havido filas intermináveis segundo alguns jornalistas, enquanto para outros tudo decorreu dentro da maior normalidade. Habituado que já estou a esta diversidade informativa resolvi que hoje, simplesmente, viria aqui botar umas tantas coisas que já não incomodam quase ninguém mas que a mim ainda tocam cá (...)
26 Dez, 2020

O regresso do diabo

Deve estar bem na memória dos portugueses como foi diagnosticada, anunciada, amplamente divulgada e por muitos desejada, a vinda do diabo após acontecimentos dolorosos que, em tempos, deixaram o país à beira de muitas dúvidas e de muitas especulações sobre a capacidade de recuperação da vida normal dos portugueses. Afinal passaram anos e o diabo não apareceu, enquanto o país e os portugueses lá foram reconstruindo quase tudo o que fora devastado. Além de se atingir um nível (...)
25 Nov, 2020

O Bloco bloqueou

Amanhã, quinta-feira, vai votar-se o Orçamento de Estado para 2021, depois de muito se falar de geringonça morta e de muitas outras peripécias de receitas e despesas em tempo de pandemia relativas ao próximo ano. Desta vez é um orçamento muito sério, porque vai cobrir um período em que há quem esteja a querer descortinar um furo, precisamente por onde possa furar. O Bloco já decidiu que não quer agora mascarar-se de partido bonzinho de uma geringonça em que tudo tinha de ser (...)
Quando uma vítima de ter sido roubada fala do ladrão que lhe levou aquilo que julgava ser só seu, é natural que sinta convictamente os termos em que classificou o assaltante aos seus domínios. Parece-me óbvio que assim seja pois, ladrão, que eu saiba, não é uma profissão que mereça elogios seja de quem for. É de estranhar que qualquer ladrão tenha o desplante de querer convencer quem é roubado de que lhe prestou serviços relevantes próprios e também para o país e, já (...)
A pergunta parece inocente, mas não é preciso ir ao dicionário à procura de resposta. Porque é mais fácil a gente pôr a cabeça a funcionar. Basta pensar nos bandidos que nunca são incomodados, nunca são investigados, logo, nunca são julgados, nem condenados, obviamente. Nem é preciso estar pensar num qualquer Frederico nem num qualquer Jorge. Se pensasse, logo chegaria à conclusão que há um Frederico que está fora de questão e um Jorge que tem tudo a ver com a questão. (...)