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afonsonunes

afonsonunes

08 Dez, 2009

Tanto tempo perdido

 

Logo hoje, dia da Cimeira de Copenhaga, se haviam de lembrar de nos dizer que vai mesmo haver co-incineração em Souselas, depois de tanta conversa, tantos protestos, tantas sabedorias desperdiçadas e tanto tempo que se ganhou ou se perdeu, conforme os pontos de vista de cada um.
Este acontecimento até vai ensombrar a Cimeira do Ambiente, pois não é difícil dizer, pelo menos para mim, que o dia de hoje fica conhecido na história, não como o dia da Cimeira de Copenhaga, mas como o dia da Cimenteira de Souselas. Se o presidente Obama sabe disto, ainda sai de lá a correr a caminho de Portugal.
Sim, porque ele quer liderar o processo ambiental no mundo e, nada melhor para começar, que vir até nós, ver como as coisas difíceis se tornam fáceis de um momento para o outro. Como tudo por cá, demora é uns anitos, mas Obama tem paciência de santo e tempo é coisa que não lhe falta. Ele sabe já, não sei como, que vai ser reeleito logo, tem muito tempo pela frente.
Aliás, ele também sabe que o Planeta pode esperar, ao contrário do que pensam todos aqueles a quem já falta o ar, devido às alterações climáticas, que também já estão a desencadear a guerra das estrelas. Nota-se perfeitamente que já há indícios de um brilho diferente, em dias de sol e em dias enevoados.
Mas, o maior sintoma de desequilíbrio ambiental ainda está para vir. E nada disso pode ser resolvido na Cimeira de Copenhaga, nem na Cimenteira de Souselas, mesmo que Obama resolvesse dar cá um salto de surpresa. Nem tão pouco se resolverá com a vinda do Papa. Que estará quatro dias a orar em permanência com o nosso presidente, quem sabe se sobre o nosso ambiente. Que há quem diga que anda fresco.
Aquele desequilíbrio ambiental, tão pouco terá a ver com a globalização, mas já terá uma ligaçãozinha ao capitalismo selvagem e aos especuladores financeiros, que tudo compram quando se lhes metem coisas na cabeça. E eu, que não tenho grande cabeça, mas tenho um nariz razoável, já me cheirou a um negócio brilhante.
Como no planeta já não há nada de jeito para comprar - é o problema das falências - vejo muitos olhares dirigidos para cima, muito mais para cima do planeta, numa observação pormenorizada das estrelas que brilham mais lá no alto. Sim, porque há estrelas e estrelas, como em tudo na vida.
E agora é que se pode escolher à vontade, enquanto não estão inflacionadas pela procura desordenada e febril que não tardará a surgir. Por enquanto ainda só há olhares e desejos, olhos que brilham mais que muitas estrelas meio ensombradas, se é que não se vislumbram já algumas estrelas assombradas.
Tudo porque a estrela Sol quando nasce não é para todos, pois o poder de compra de alguns, vai ter uma influência fatal no destino das estrelas, no ambiente global e na diferença entre elas próprias. Aliás, já se nota que há estrelas de brilho tão fixo como o dos planetas, como há estrelas cadentes que tombam com uns empurrões, não sei se do próprio Sol.
Tenho cá uma vaga impressão que os adeptos e as adeptas das nacionalizações de tudo o que querem dominar, já começaram os trabalhos preliminares para a nacionalização das estrelas, estando ainda em aberto a nacionalização da estrela Sol, problema que a Cimeira de Copenhaga não deve abordar, por causa do medo das radiações solares.
Após estas tão desejadas nacionalizações, seguir-se-á a confirmação oficial da posse das estrelas que já estarão em poder dos e das respectivas proprietárias. Só que a partir de então, ficarão a constituir monopólio definitivamente concedido. Como já vemos agora, a título provisório, debaixo deste Sol que não aquece nem arrefece.
Ainda dizem que o Sol quando nasce é para todos. Até Obama diria que não. E o tempo vai passando, aumentando cada vez mais o tempo perdido.