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afonsonunes

afonsonunes

07 Mar, 2010

Falta a Dra Maria

 

Um jornal lisboeta lembrou-se de mandar escolher as oito mulheres mais influentes do país, mas esqueceu-se de nos revelar qual o tipo de influência que elas exercem, e sobre quem a exercem. Só assim poderíamos avaliar da justeza das escolhas pois assim, fica-me, a mim, a sensação de que andaram à procura de outros atributos.
Pelas fotos publicadas não me parece que tenham tido em conta a beleza física para a selecção, apesar de haver ali gente muito simpática. Ainda tentei dar uma olhadela para as vestes, mas tive de desistir, pois nem nisso as fotografias são elucidativas. O que se vê perfeitamente são os penteados, mas aquilo é tudo uma armação com técnica a mais.
Sim, mas aquilo é uma selecção de influenciadoras, o que deixa pressupor que movem influências ao mais alto nível logo, as vestes e os penteados devem situar-se também a esse nível, senão lá se vai a eficácia da influência. Porém, ainda estou a reflectir nos resultados da acção destas oito mulheres, sabendo-se que são apenas oito de entre milhentas.
Ora isto não é um assunto para ser tratado de ânimo leve, pois não tenho dúvidas de que elas mandam muito peso na sociedade e no país. Sendo assim, há-de haver homens por detrás de tudo isto, porque o peso delas é, exactamente, obrigá-los a sentarem-se a seu lado e ouvirem as suas sugestões, os seus conselhos, as suas exigências…
Como sou um tanto exigente dei comigo a avaliar as capacidades de cada uma delas, no sentido de eleger a mais influente de entre as oito escolhidas. Porém, logo me veio à ideia de que aquilo não teve critério com ponta por onde se lhe pegue. Atendendo ao homem mais influenciável, a mulher mais influenciadora só pode ser a Dra Maria, que não consta nas eleitas. 
Em contrapartida, a Dra Barroso, que só pode influenciar o Dr Mário, aparece na lista. Ora isto não tem lógica nenhuma em termos de influências, pois não se pode desligar poder com influências. Ninguém acredita que o Dr Mário ainda tenha assim tanto poder, para receber e dar influências, seja lá no que for.
Também me surpreende que ainda haja quem acredite que a Dra Manuela tem alguma influência. Só se for para dizer aos seus três delfins para não fazerem tanto barulho inútil como ela fez. Porém, quando junta a sua pequena influência, à da Dra Judite, aí a coisa fia mais fino, pois esta última vai beber muita água às fontes de Sintra e isso faz toda a diferença.
Além de que, duas em uma, numa estação de televisão, onde entram homens influenciáveis, homens influenciados e homens que vivem das influências, transformam aquilo numa influenza infernal de jogos de influências. Ora aqui, sim, está a verdade verdadinha, pois a lista das oito, deve ser liderada por ambas, a par, porque ficam a milhas de distância de todas as outras eleitas.  
Não me venham para cá a votar na Mariza, pois eu não acredito que uma voz daquela qualidade, sirva para mais qualquer coisa que não seja cantar. Quando muito pode comover ou divertir muita gente, agora influenciar… Só se for a Dra Morgado, desviando-lhe a atenção dos apitos, com a suavidade da sua música. Mas, não acredito.
Quanto às outras ilustres senhoras, entendo que é uma ofensa fazer-lhes isso. Não estou a ver nenhuma delas a dizerem ao governo o que deve ou não deve fazer. Só se fosse a meter uma cunhazita para as suas obras de caridade. Mas devem estar a bater na porta errada. Agora, que ninguém as confunda com os influenciadores do chefe do governo.
Aliás, só agora reparo. Mulheres com muita influência? Mas, que é lá isso? Meter influências é crime. Aposto que andaram a convencer o Sócrates a fazer das dele. É preciso averiguar já isso e pôr tudo em pratos limpos. Deve ser instaurado um inquérito de imediato. E depois do inquérito é preciso tirar consequências.
Se alguém ainda tinha dúvidas, que abra os olhos. Está mais que provado.