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afonsonunes

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24 Mai, 2010

Olá, Marcelo!

Antes de mais importa saber quem é o Marcelo, não vá alguém lembrar-se de fazer uma daquelas confusões, como estou farto de ver disso a toda a hora e em tudo quanto é sítio. Nestas coisas de nomes, há sempre quem pense que quando se cita um, tem logo de ser aquele em que estão a pensar ou, pior ainda, naquele que é seu amigalhaço.

Bom, neste caso, o Marcelo não é meu amigo, nem tão pouco ele me conhece de lado nenhum, mas eu conheço-o perfeitamente, embora tivesse estado uma temporada sem lhe pôr a vista em cima. Não me fez lá grande falta porque de Marcelos está o país cheio, embora uns sejam mais Marcelos que outros.

Estou certo que muita gente o terá saudado agora, no seu regresso, tal como eu o fiz, com o meu olá, como se vê lá em cima. Porque ele faz falta, sobretudo para eu distinguir facilmente as coisas que correm por aí e sobre as quais fico na dúvida se hei-de acreditar nelas ou não.

Se Marcelo o diz, para mim, é uma terna e risonha ‘marcelada’, logo, assunto arrumado. Porque o Marcelo é claro como água. Não é daqueles que dá uma no cravo e outra na ferradura. Ele acerta sempre em cheio na ferradura, motivo mais que suficiente para que tenha os seus amigos muito fiéis.

Não sei se é mera coincidência mas só o tenho encontrado aos domingos, precisamente o dia que eu menos gostava de me cruzar com ele. Porque domingo é dia de descanso e, não por mim, mas por ele, custa-me sempre ver que ainda há gente neste Portugal democrático que não consegue ter uma folga semanal. Principalmente no dia do Senhor.

Resta-me a consolação de ver que ainda há quem tenha um prazer enorme no desempenho do seu trabalho, caso do Marcelo, que não se importa nada de passar as noites em claro e os dias no escuro, para demonstrar que o país precisa de gente assim. Pois, assim mesmo, não é de gente assim, assim, como aqueles que passam mais tempo de folga do que a trabalhar.

E o mais curioso é que o Marcelo tem feito um trabalho notável no domínio do estímulo dos portugueses para que lhe sigam o exemplo. Como ele fala bem e depressa, fazendo disso o seu ‘metier’ a tempo inteiro, quer dizer, durante todo o dia e toda a noite, muitos compatriotas nossos, e dele também, já o imitam na perfeição.  

Já ouvi dizer por aí num dos muitos ‘mentideros’ que a república reconhece como verdadeiros, que ele, o Marcelo, claro, não gosta nada de televisão, porque diz que não compensa perder tempo a vê-la, quanto mais a perder o seu dinheirinho dentro dela. Diz que prefere meter a cabeça numa caixa, porque é a única maneira de falar sem ouvir ninguém a querer falar com ele.

Espero que ninguém pense que estou a falar do Marcelo que sucedeu ao Oliveira das terras do Dão, visto que esse já nem falar pode, quanto mais trabalhar. Também não estou a falar do Marcelo ex-TVI, ex-RTP, agora TVI novamente, porque esse sabe perfeitamente o que diz senão, lá tinha de voltar novamente para a RTP, por obra e graça de alguma reestruturação feita à pressa.

Parece-me que toda a gente percebeu que tenho estado para aqui a rabear à volta de um personagem fictício que me foi sugerido por dois amigos, a quem devo o especial favor de me fornecerem assunto para estas linhas. São eles o Sousa e o Rebelo que, na minha modesta opinião, são quem mais está por dentro de todas as ‘marcelices'.