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afonsonunes

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Sinceramente penso que não deve ter sido nada de grave nem de importante, caso contrário ter-se-ia ouvido um ribombar comunicativo com muito mais cinzas que o vulcão da Luz quando as coisas estão a correr bem, como é o caso, ao que dizem, excepcional, da época que há pouco terminou com lágrimas e melões por todo o lado.

Se analisarmos a época toda, chegamos à conclusão que houve quem fizesse a vida negra aos daquelas bandas, com histórias de encantar dispersas ao longo do tempo, do tipo folhetim ou telenovela, tal como se tem visto com outros personagens e em outras áreas.

Mas essa história de fazer a vida negra foi contada um dia destes pelo ex-presidente da liga e, segundo me pareceu, ninguém lhe ligou nenhuma, talvez porque liga, com ligar, não ligue lá muito bem.

Parece que fazer a vida negra é uma coisa sem importância, se atentarmos que do confronto do azul com o encarnado (convém não dizer vermelho) só tem muita importância quando o confronto parece favorecer o azul.

Ora o homem a quem fizeram a vida negra, o ex-presidente da liga, cometeu o erro, pelos vistos grosseiro, de não se ajoelhar aos pés do venerado papa do norte, que não tolera que lhe turvem o azul das suas ideias, ainda que elas eventualmente andem um tanto encardidas.   

Como não podia deixar de ser, a tal vida negra tinha de ter origem encarnada e, coisa estranhíssima, numa batatada azul, dentro dum túnel vermelho, registada num vídeo de cor bastante clara, tonalidades que acabaram por encandear o homem que de olhos cegos, que fez então a vida negra ao ex-presidente da liga.

Como disse de início, isto nem tem qualquer indício de importância porque a liga acabou sem presidente e ninguém notou a sua falta. Excepção feita ao fazedor de vidas negras, que não deixou de fazer mais uma, bem festejada, ao que contou o dono da vida negra.                                                                                                                                        

Isto leva-me a pensar que o país deve estar cheio de vidas negras. Peço desculpa pelo equívoco, mas o país deve antes estar cheio de pessoas que fazem a vida negra a outras. Obviamente que não é a mesma coisa, senão o país seria já uma enorme nódoa negra.

Mas também é verdade que se nota perfeitamente a existência de pequenas nódoas negras que se movem constantemente, procurando tingir de negro o país que lhes dá guarida. E que, em muitos casos, os sustenta à borla através do sacrifício de muitos dos que não têm outro remédio senão suportarem essas pestes, que são todos aqueles que passam a vida a fazer vidas negras.

Infelizmente são muito mais os que procuram fazer a vida negra a alguém, do que aqueles que procuram aliviar esse mal-estar, que mais parece um luto nacional. Mas, é preciso ter em conta que o luto segue-se à morte e, que eu saiba, disso ainda não morreu vivalma.

E também não vai morrer ninguém por causa dos que passam o tempo a fazer a vida negra aos outros.