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afonsonunes

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Vá lá, despachem-se de vez com essa história que já me está a causar comichões por todo o corpo, só porque uns dizem que está eminente a sua chegada, outros dizem que não senhor, que não o querem cá, nem tem cá nada que fazer. Ora bem, parece que uma coisa não bate com a outra, mas quem me dera poder bater, e com força, em quem me põe no corpo esta vontade de me coçar.

Mas, como é que eu hei-de bater se não sei em quem? Só sei que não há outro remédio senão cada um coçar onde tem os seus pruridos. Por mim, é o que faço, apesar de não me conformar com os provocadores deste mal-estar que bem podiam falar de outras coisas mais agradáveis, como a chuva que nos refresca as ideias e o sol (sim, o Sol) que nos faz cócegas na cabeça.

O presidente já explicou isso tudo muito bem explicadinho ao Obama, que tem muito mais sorte que eu, que ainda não tive explicador. Aliás, o nosso presidente podia ter dado essas explicações ao nosso Zé-povinho todo, no qual me incluo, e o problema estava resolvido. Coisa mais simples não haverá certamente.

É perfeitamente compreensível que eu já não acredite em bocas e contra bocas que andam por tudo quanto é voz de matraca. Oiço dizer, por exemplo, que os economistas garantem que o FMI já está a caminho. Só não dizem se vem de avião ou se vem a pé, o que tem as suas diferenças quanto à data de chegada.

Depois, há aqui uma coisa muito estranha. O presidente é um economista, é professor de economia e está altamente habilitado a explicar às sumidades mundiais, como o Obama, estas coisas económicas que baralham as cabeças de muita gente, incluindo a minha. Será que os economistas de cá, os que já pressentem o FMI, sabem mais que o presidente? 

Também há a hipótese de haver apenas o facto de, a explicação privada dada ao Obama, não ser coincidente com as declarações públicas divulgadas. Nesse caso, o presidente só estaria a fazer um frete ao primeiro-ministro, ao concordar com ele publicamente e, em privado, concordar com os seus colegas economistas.

Eu só queria saber se, afinal, o FMI vem, ou não vem, por causa das minhas comichões. Uma delas, até já me lembrou o tempo da cooperação estratégica. Esta coincidência de, nesta altura da campanha das presidenciais, haver concordância entre governo e presidência, faz-me coçar ao centro, deixando para depois as comichões à direita e à esquerda.

É evidente que estou a referir-me às comichões que tenho no corpo todo, de alto a baixo, das unhas dos pés até à ponta dos cabelos, na parte da frente e atrás. Espero, pois, que ninguém se lembre de atribuir significado político ao meu centro ou às minhas laterais. Muito menos às alas laterais da campanha presidencial que já está a ser estudada pelo FMI.

Só espero que o famigerado FMI do dinheiro, não venha cá dizer qual é o candidato que tem de ser eleito pelos tesos portugueses, como retaliação por não terem tido juízo sempre que elegeram os muitos responsáveis por isto, ao longo de muitos anos, que já motivaram duas famigeradas intervenções anteriores.

Vá lá, eu só quero saber se é desta que o FMI vem aí pela terceira vez. Em boa verdade, sempre ouvi dizer que não há duas sem três. Mas, haja quem me explique, muito bem explicadinho, se ele vem ou não. Mas tem de ser o expoente máximo dos explicadores a fazê-lo, senão nem eu vou acreditar.

Vá lá… Ai, estas malditas comichões! ...