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afonsonunes

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Com que então, eles podem decidir dar o fora, fazendo com que os prejuízos aumentem numa espiral de descalabro muito superior àquela que têm tido durante os seus fecundos e irrepreensíveis exercícios. Seria uma desgraça nacional perder-se tão grandes cabeças, não no tamanho, obviamente, mas na dimensão do que está dentro delas.

Ele há coisas levadas da breca. Então suas senhorias estão dispostas a ir fazer prejuízos para onde até agora só havia lucros? Ora aí está uma nova mentalidade na gestão, na gestão pública, obviamente, que prefere o prejuízo feito por gestores altamente qualificados, aos lucros de anedotas em matéria de gestão. É caso para dizer, finalmente.

Mais uma vez, os tais do centro político, nos obsequiaram com um verdadeiro murro no estômago, ao virem com essa treta de que a crise não pode chegar ao bolso dos maiorais, senão eles vão-se embora. Se nos dissessem para onde, a gente ainda podia dar um pouquinho, apesar de muito pouquinho mesmo, de credibilidade a essa treta.     

Se, com excepção dos bancos, é tudo a dar prejuízos escandalosos, gostaria que me dissessem se estão com medo de os substituir por outros que, eventualmente, pudessem vir a gerar lucros. Provavelmente, por causa da chatice de terem de entregar alguns impostos ao estado, coisa que, na situação actual, cheiraria a boicote à lógica institucional do quanto pior melhor.

A esses senhores, eu diria que me ofereço de borla para ocupar o lugar de um ou mais, de qualquer deles, pois não tenho dúvidas de que também seria capaz de estar muito mais de oito horas sentado no mesmo cadeirão, que é muito cómodo, fazendo, no mínimo, por olhar de vez em quando para o que se passasse à minha volta.

E com isto, passo imediatamente para os espertalhões, não para os que já se amanharam, mas para os que estão já, na fila, à espera do reviralho. A redescoberta deste exército de salvação das hostes partidárias foi agora oportunamente anunciada. E logo por quem sabe da coisa, pois é mais que elementar, pensar nos anos em que ele conheceu a fila de muito perto.

Retenho na memória a imagem de um espertalhão que apareceu na primeira página de um diário, em que se apresentava de mãos postas, olhando o infinito, como se implorasse a inspiração divina de um sucesso mais iluminado que todas as intervenções em que a esperteza o não tem distinguido de muitos outros.

Retenho também aquela prova de uma esperteza acima da média, revelada através da descoberta de que serão necessários oito anos para meter isto na ordem. Apesar de eu já ter ouvido algo semelhante em qualquer lado, a qualquer espertalhão como ele, considero que se trata de uma redescoberta muito esperta. É assim que se vai longe.

Seria uma espécie de estultícia pedir, para já, três ou quatro legislaturas, podendo correr o risco de ter as mesmas pretensões do seu adjunto Alberto madeirense, que só pede uma de cada vez, mas já perdeu o conto às que já leva. E não vale a pena falar de espertalhões onde eles não existem, muito menos onde eles se evidenciam a todo o momento.

Porém, há qualquer coisa que está a atrapalhar, muito especialmente, os espertalhões mais ansiosos. Os outros lá vão arranjando umas lérias para entreter o pessoal e não deixar que ele desmobilize. Entretanto, o tempo também está uma chatice para comemorações.

É por isso que o melhor é ter paciência, montes de paciência, e esperar mesmo pelo reviralho.

 

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