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afonsonunes

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Quando não há tempo a perder, lembramo-nos logo de que tempo é dinheiro. E como o dinheiro é coisa que não abunda, lembrei-me eu de promover umas alterações cá no burgo, no sentido de incutir mais confiança, sobretudo, nos donos do dinheiro, dos quais não há meio de se encontrar uma forma de nos livrarmos da sua prepotência.

Esta treta das alterações de qualquer coisa é um monte de trabalhos, até para se falar delas, quanto mais para conseguir levá-las à prática. Tudo porque há sempre quem diga que a gente só quer alterar aquilo que nos interessa. Ora eu, que sou daqueles que estou sempre a dizer que isso agora não interessa nada, repito neste momento que nada me interessa.

Quero lá saber se o Eng. Policarpo é um bom ou mau político, ou se D. Sócrates é ou não um eclesiástico de primeira água. O que sei é que, o primeiro, nunca mais se cala com sobre o que vai mal no país, nos partidos e no seu pensamento de diz o que se devia fazer, mas não faz. O segundo, não abre a boca sobre o que devia dizer e não diz, acerca do que vai no espírito dos seus fiéis, no fausto da vida dos seus domínios e até dos pecados próprios e alheios.

Portanto, eu entendo que deviam alterar as suas vidas de modo a serem mais eficazes nos seus desempenhos. Por exemplo, não ligarem aos nomes que têm. Hoje em dia, ser D. Sócrates ou ser Eng. Policarpo, não diz nada a muita gente, porque o que conta é a gente ver como estão os súbditos, salvo seja, de cada um.

O que diria muito, era a comunidade sentir o conforto moral do Eng. e o conforto material do D. E isto tem andado um tanto ao contrário, com os resultados que estão à vista, pelo menos daqueles que também não se calam mas, mais conformados, menos conformados, lá vão consentindo que eles não mudem.       

Está provado que o Eng. Policarpo dava um excelente primeiro-ministro, se o deixassem levar à prática todo o seu manancial de ideias sensatas e ajustadas à realidade sócio económica actual. Talvez até merecedor de uma actuação para lá das fronteiras, minorando assim a crise de génios que se tem evidenciado nas altas esferas da comunidade.

Depois, teria a vantagem de contar sempre com uma real, apropriada e indestrutível cooperação estratégica, onde os recados seriam imediatamente substituídos por rezas, e os encontros semanais por missas. Isto parece surreal, dito assim como quem vai de caminho mas, é nas rezas e nas missas, que se encontra a fé suficiente para curar os males que, nem um nem outro, têm encontrado nos caminhos que escolheram.    

D. Sócrates, então, está excepcionalmente vocacionado para fazer milagres daí que, não poderia encontrar melhor ambiência que o claustro da simplicidade e da oração, que o reduza ao penitenciado de um passado de excessos e de luxúria. Aliás, ali encontraria múltiplas fontes naturais de receitas que nunca seriam comparáveis à míngua das impostas aos forçados pagantes.  

Depois de muitos sacrifícios e de muitas orações, podia sonhar um dia com Roma, pois até na simplicidade e na penitência se pode ser um pouquinho sonhador, até um bocado ambicioso, porque no céu há lugar para todos, ao contrário da terra, onde os lugares são sempre muito difíceis de distribuir.

Afinal, comecei a falar de alterações e desatei a falar de milagres como quem fala de politiquices. No entanto, parece-me que se podia ganhar alguma coisa, se estes dois líderes de que falei se empenhassem a fundo nos cargos em que os coloquei. Evidentemente, que o meu critério foi exclusivamente o dos respectivos currículos individuais.   

Sim, porque eu não sou como os políticos que escolhem os candidatos pela cor dos olhos, pela cor do cabelo, pela cor da carteira, ou pela cor das aparências específicas que não cabem aqui, por uma questão de espaço.

Pelo futuro, respeitosamente, boa sorte Eng. Policarpo. A sua bênção, D. Sócrates.