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afonsonunes

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O Portugal da banca rota está à beira da mais sensacional reviravolta política que permitirá de imediato transformar-se no país mais rico da Europa, se exceptuarmos a Espanha e todos os que lhe ficam a leste. É claro que vai haver quem desvalorize este feito pelo simples facto de a Europa estar rota.

Para que essa reviravolta aconteça mesmo, não se pode continuar a empossar governos que estragam tudo no que mexem, não querendo estar agora e aqui, a deitar palpites de quais foram esses governos. Foram governos em que os ministros, porque eram muitos, tinham pouco que fazer, logo, dormiam mais do que trabalhavam.

Isso vai acabar já na próxima segunda-feira, pois o elenco que está escondido na cabeça do líder, vai sair cá para fora e começará de imediato a concentrar tarefas dispersas pelos muitos ministérios a desaparecer. Logicamente que isso permitirá esvaziar um bocado aquela cabeça, tornando possível meter nesse espaço, umas coisas em que ainda não tinha pensado.

Como sou um profundo estudioso destas coisas da governação e dos desastres do país, desta vez resolvi separar estes dois temas, porque os prováveis ministeriáveis me dão a certeza de um sucesso que ninguém, mas mesmo ninguém, poderia imaginar que fosse possível neste momento e nos seguintes, produzir um tal milagre de tal dimensão.

Por isso, arrisco alguns nomes de notáveis por antecipação, nomes que omito quanto aos ministérios que vão ocupar, porque isso poderia ter influência na votação de domingo. Não negativamente, como é óbvio, mas para que a futura oposição não fique traumatizada com a robustez da derrota que está mais que certa.

Miguel Relvas da Silva, ficará com os assuntos de agricultura e de tauromaquia, tendo como sede o Ribatejo, terra de culturas e de touradas, onde as enxurradas tornam tudo fértil, incluindo a imaginação. Dias Loureiro da Silva, ficará com os assuntos económicos exteriores e com as ralações do governo com a banca e outros órgãos de soberania.   

Oliveira e Costa da Silva, será o responsável pelas finanças e todo comércio interno e externo, bem como todo o controlo da riqueza e da pobreza do país. Ferreira Leite da Silva, vai assumir os assuntos relativos a todas as polícias, tribunais, prisões, caça, pesca e controlo de todas as oposições, passando as respectivas licenças de recrutamento e actividades.

Santana Lopes da Silva assumirá o comando de tudo o que vai e vem do mar, instalando-se na Figueira da Foz, com total autonomia para tratar de todos os assuntos da cultura de todas as espécies. Eduardo Catroga da Silva será o ministro do pêlo e do cabelo com total ligação às relações com o Brasil, ao Pau d ’Arco e viagens regulares e irregulares de ida e volta.

Pinto Balsemão da Silva, estará à frente das máquinas expresso para todo o serviço, revistas e jornais para a terceira idade, solidão social, bolsas e inseguranças. Rebelo Sousa da Silva será o homem forte da rigorosa comunicação televisiva com ligações directas a Belém em circuito aberto e fechado. Controlo do Tejo e da Torre de Belém para nadadores furtivos.

Isaltino Morais da Silva terá a seu cargo todas a viagens de negócios à Suíça, sobretudo as de táxi, bem como o controlo de todos os cantões de Oeiras e arredores. Valentim Loureiro da Silva será o rei dos metros, especialmente de metros quadrados para construção, bem como de todos os espaços para cantinas e refeitórios.

Com esta embalagem toda, já ia descarregar mais dois ministros mas não pode ser, porque já cá estão os dez. Isso só será possível se for necessário convocar Paulo Portas da Silva a S. Bento. Nesse caso, terá de haver um reajustamento nos domínios do mar, nomeadamente, na circulação em profundidade.

Já sei que alguém está a perguntar onde está o Passos Coelho da Silva. Têm razão, mas este não conta para os dez. Terá, com certeza, de gerir a relação difícil, não sei mesmo se possível, entre estes dez e as dezenas que não couberam no elenco. Além de ter de ser ele a ordenar a toda a hora que não se fale de saúde, segurança social e desemprego.

Ninguém me pode acusar de ser pouco claro na informação. Isto foi tudo o que consegui apanhar por alto, porque por baixo, ainda ninguém lá entrou. Portanto, contentem-se com isto e com a certeza de que eu, da Silva, nunca menti a ninguém. Embora possa não acertar.