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afonsonunes

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O nosso já não o tem, embora continue a ser ele a dominar as atenções e a deixar secar os louros dos seus feitos, por causa dos defeitos que espalhou generosamente por quase todo o mundo. Porque, bem vistas as coisas, houve um copianço generalizado do seu tipo de governação que, por acaso, dizem que deu para o torto.

Sinceramente, vendo as coisas pelo lado do mediatismo que lhe atribuíram, não consigo descortinar se foi ele que enganou toda a gente, ou se foi toda a gente que se enganou em relação ao que ele fez. Isto no pressuposto de que ele fez realmente alguma coisa, porque se não fez nada, então não entendo porque não gostaram dele.

A verdade é que hoje cada país tem o seu Sócrates, desde os mais pequenos e falidos até aos mais poderosos e em vias de falirem também. Até parece que foi feitiço que o homem espalhou e pegou, tanto aos seus melhores amigos, como aos seus piores amigos. Sim, porque só não conseguiu pegar essa peste aos seus inimigos.

Mas, curiosamente, até esses, os seus piores inimigos, que estão cá dentro do país, correm sérios riscos de estarem a caminho da socratização mais pura e dura, que alguma vez se viu no verdadeiro Sócrates. Só falta que decorram mais uns tempinhos e aí os teremos a desenvolver as técnicas e tácticas que tanto seduziram os socráticos lá de fora.

Para aqueles que estão a pensar que Sócrates só houve um, o de cá e mais nenhum, eu pergunto porque razão a doce Itália tem um, tão eficaz como o de cá. Porque razão a grande Espanha, à qual muitos portugueses queriam juntar-se ainda há bem pouco tempo, também vai na onda socrática geral.

Nem vale a pena referir os gregos e os irlandeses, os mais rápidos socráticos europeus a demonstrar as virtudes do nosso herói. Mas sabemos perfeitamente que há belgas, ingleses e franceses na calha para demonstrarem os seus méritos no copianço dos métodos que fizeram de nós pioneiros das novas ideias e técnicas de gestão nacionais.

Mas, seria injusto deixar de fora dois colossos que dominam o mundo. Alemães e norte americanos, já vieram beber a muito nossa sabedoria socrática, uma teoria que fez do seu autor, talvez, o mais notável influenciador dos grandes governantes mundiais, unindo todos na prosperidade e na eficácia da luta contra todas as crises.

Portanto, se há um herói anti-crise, ele chama-se Sócrates, porque soube criar esse extraordinário movimento designado por socratismo, que colocou o mundo a seus pés, através dos seus maiores e melhores representantes. Nunca, jamais, em tempo algum, alguém conseguiu tamanho feito em prol da humanidade.

Eventualmente, haverá quem não concorde com esta análise. Pessoalmente, até acho que isso é porreiro, porque Sócrates também acharia a mesma coisa. Tanto ele como eu, até achamos que aqueles que muito discordaram dele, e os que ainda discordam, vão ser os últimos a seguir-lhe o exemplo, só que com muito mais vigor.

O melhor exemplo para ilustrar esta imagem, na minha fundamentada análise, é representado pelo actual responsável por este cantinho à beira mar plantado. Aliás, ninguém acredita que ele, sério e inteligente como é, queira ficar isolado do mundo, permanecendo fora da área de influência do dominante dogma que é o socratismo.

E, se acaso ainda houver quem questione a razoabilidade deste conceito, alegando que o mundo vai muito mal, precisamente por causa desse socratismo todo, é caso para contrapor, como estaria o mundo sem Sócrates. Ora, sem Sócrates está ele agora. Sinceramente, nem me apetece fazer mais nenhuma pergunta.

Mas, apetece-me fazer uma afirmação. Sócrates levou o nosso país ao mundo inteiro e Passos vai tirá-lo de lá em pouco tempo. Para o bem ou para o mal, Sócrates foi o responsável por tudo o que aconteceu no mundo. Passos, será o responsável por tudo o que não vai acontecer nesse mesmo mundo.