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afonsonunes

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Estou plenamente convencido de que vão ser criadas duas grandes, diria mesmo que duas super divisões do fisco, localizadas em zonas que já deram provas noutras áreas da administração pública. Falo das divisões Debaixo Vouga e Douro Subterrâneo, onde a eficácia e a imparcialidade já criaram raízes profundas no combate ao crime.

É evidente que o fisco carece de justiça e, como tal, tem de ser averiguado e tratado como crime. As duas grandes super divisões citadas já podem fornecer experiências muito construtivas, sobretudo pelo grande impacto que já conquistaram na opinião pública com a gestão extraordinária de casos não ordinários bem conhecidos.

O fisco tem absoluta necessidade de se afirmar como uma área justa, eficaz e independente, daí que se tenha optado por reforçar os seus efectivos com mais umas centenas ou milhares de fiscos, de modo a atacar os criminosos em todas as frentes, tal como tem acontecido na área da justiça, nas zonas referidas.

As super divisões fiscais Debaixo Vouga e Douro Subterrâneo com os seus novos efectivos têm tudo para dar certo até porque, não tenho dúvidas, os seus mentores já terão visto, tal como eu que, não só são precisos mais agentes mas, sobretudo, mais fiscos que fiscalizem os fiscos já existentes.

Essa situação nunca se colocou na justiça, porque essas zonas já sabem perfeitamente quem são os malfeitores que vale a pena investigar. São todos aqueles que os obrigam a andar anos à procura da rolha e depois chegam à conclusão de que não vale a pena perder tempo com julgamentos de trazer por casa.

Ah, mas o fisco é outra loiça. É que estes de agora, não fazem a menor ideia de quem fez ricos muitos dos fiscos antigos, tal como não sabem quais são os novos fiscos que querem imitar os seus antecedentes. Logo, isto de meter muitos tem sempre o inconveniente da obrigação de meter os suficientes, para além daqueles, capazes de se investigarem uns aos outros.

Suponho mesmo que não haverá ninguém que não acredite na fuga e evasão fiscal por parte de muitos dos fiscos. Mas, muito pior que isso, é a fuga e evasão que eles podem deixar fazer, se em Debaixo Vouga e Douro Subterrâneo não houver aquela colaboração necessária entre o fisco e a justiça de investigação.

Torna-se absolutamente necessário que os critérios de detecção e detenção de criminosos sejam exactamente os mesmos que têm vigorado com o êxito que de há muito tempo se conhece. Investigar todos os que se julga que o são, precisamente para desfazer dúvidas, deixando em paz aqueles que já se sabe há muito que o são.

Portanto, venham fiscos com fartura, mesmo que a troika refile com os gastos que isso provoca, no entender deles. Mas, cá no meu, ganhava-se muito mais com a fusão de toda a investigação em Debaixo Vouga e Douro Subterrâneo. São opções, mas confesso que a maior dúvida é já não saber qual das troikas manda mais. Se a nossa, se a deles.

Contudo, haja alguma coisa boa, pois são mais uns postos de trabalho que se criam, ou menos uns postos de trabalho que não vão ao ar. Mas, espero que não se esqueçam de dizer a esses fiscos e fiscas que ficarem, que não fujam dos prevaricadores muito conhecidos e se atirem apenas aos que ninguém conhece.

Atirem-se a todos com igual genica, mas não deixem que vos atirem nada para as mãos, para que fechem os olhos.