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afonsonunes

afonsonunes

17 Set, 2011

Quanto mais melhor

Por favor parem com as lamúrias de que já não podem pagar mais impostos, mais taxas moderadoras nos hospitais, nem mais aumentos de taxas na água, gás e luz. Sabem perfeitamente que já fizeram esse chinfrim com o aumento dos transportes e também sabem melhor ainda o que ganharam com isso.

Por favor não lamentem o corte no subsídio de Natal, pois nesta altura do campeonato ainda nem sequer sabem se vão ter Natal, ou se um decreto do governo vai remediar esse óbice com um decreto que elimine o dia vinte cinco de Dezembro deste ano, e talvez os seguintes, do calendário nacional, colocando nesse espaço uma fotografia do Passitos.

Acho que todos os portugueses, perdão, primeiro as portuguesas, devem seguir o meu exemplo, não só, não fazendo lamúria quanto à porca da vida, mas, sobretudo, aclamando os bons ofícios do governo no sentido de nos proporcionar uma vida isenta de toda e qualquer possibilidade de passarmos fome, nem que seja só ao pequeno-almoço.

Sim, porque o almoço e o jantar estão garantidos através da misericórdia mais próxima. Por mim, acho óptimo, pois é uma maneira de não exagerar no aumento da barriguinha que, ao que dizem, só nos traz problemas de obesidade mórbida. E não me diga que não é o seu caso, porque eu não acredito.

Eu, cidadão da classe média, não me perguntem se é média baixa ou média alta, que eu não sei, mas sei que quanto mais tiver de pagar de impostos, mais aliviado fico com o problema das contas caseiras. Acho que, chapa ganha, chapa gasta, é o melhor método de levar a vida a sorrir, sem preocupações de contabilidades complicadas.

Quando olho para o que dizem alguns concidadãos meus, fico muito orgulhoso da minha total integração nesta sociedade unida e solidária. Concordo com o Passitos de que devemos todos falar a uma só voz em defesa da unidade no pagamento das despesas de todos os portugueses que, por desconhecimento, cometeram erros graves ou muito graves.

Isso não interessa nada, porque todos temos a indiscutível obrigação de pagar os erros de todos. Concordo com o meu ilustre conhecido João Soares, segundo o qual a obra de Sócrates o deixa orgulhoso. A mim também, quando começo a compará-la com a obra oratória de Miguel Relvas ou de Aguiar Branco, que João Soares desconhece completamente.

Também concordo plenamente com o nosso PR, que já descobriu que não há nada mais positivo para o país, que uma união de facto de todos os portugueses, para que todos os buracos sejam tapados, sem que ninguém se constipe com as correntes de ar que entrem por eles, podendo resfriar os menos informados, sem casa no Algarve, nem cota na SLN. 

Não posso deixar de concordar com o nosso jovem ancião Mário Soares, segundo o qual o euro que não salva a Grécia, vai mandar a Europa para o charco. Sinceramente não sei o que é o charco, mas ele sabe. A mim, charco, só me trás à memória, uma infinidade de tubarões escondidos no lamaçal, à espera das vítimas indefesas.

Mas também concordo com o experimentado Segurito que, acabado de chegar ao banquete, já sabe quem limpou a mesa antes dele se servir. Não há direito, pois isso não se faz a um cidadão que tem a virtude de ser, ao mesmo tempo, Tó e Zé, o que o torna, automaticamente, representante de duas importantes células da sociedade portuguesa.

E aqui declaro solenemente que concordo com o Alberto João e com todos os que fazem com que o reino unido da Madeira seja o povo mais democrático do Universo, pois tem um rei que só faz o que o povo manda, interpretando correctamente todos os gestos que lhe vêm da plebe, já que esta não tem voz, nem nunca a teve, por opção própria.

Como não podia deixar de ser, concordo plenamente com o nosso Jardim continental, perdão, com o nosso Victor Gaspar que sabe o que nós queremos sem nos perguntar, talvez porque julgue que já chegamos à Madeira. Sim, porque os madeirenses nunca acordaram, e nós, os do ´contnente’, deixamo-nos dormir quando o Victor fala. Mas eu adoro pagar impostos.   

Agora, toda a minha admiração vai para duas mulheres que me deixaram de olhos em bico desde o primeiro dia. Paula Teixeira da Cruz, que lindo nome, que disse tudo o que tinha a dizer no dia da posse. Depois, nada. Assim é que é! ... A outra, que espectáculo! … Assunção Cristas. É o máximo. É recordista em corte e costura. Eu adoro pouca roupa.   

Sinceramente, como já nada me espanta, só receio que, inesperadamente, apareça por aí o Sócrates e mande esta gente toda a bugiar. Então, e não é que até estou cheio de medo de concordar com ele? Por mim, quanto mais surpresas, melhor.