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afonsonunes

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O senhor EDP vem com ar de sacrista verberar o atual governo por não ter sabido aplicar o programa da troica de que ele foi o principal autor e negociador. Lendo por alto as suas teorias até parece um tipo sensato.

O governo, diz ele, devia fazer uma autocrítica e pedir desculpa aos portugueses por ter feito ‘um colossal aumento de impostos’ em lugar de ‘uma colossal redução da despesa’. Certo, se ele dissesse como e onde.

Mas, como me recordo de ele ter dito quando terminou as negociações, que o memorando era o programa do PSD, concluo que a ‘sua’ colossal redução da despesa era ainda maior no que toca a tudo na função pública.

E o ´seu’ colossal aumento de impostos não abrangeria os seus colegas de remuneração que, aliás, têm sabido contornar muito bem essa coisa. Portanto, o pedido de desculpas seria apenas para essa gente dos pentes.

Depois, elogia Costa e o trabalho dos ‘seus’ economistas. Só pode estar novamente a falar de pentes. Neste momento, o que Costa menos precisa é de elogios de Catrogas e quejandos. Que digam dele quanto pior melhor.

Só é de estranhar esta descolagem de Passos e Portas que tanto esforço têm feito para se autoelogiar. Catroga já deve ter percebido que não lhe convém nada andar associado à eminência do desastre que ajudou a criar.

É sabido que a política para ele são pentes. Pente que ele não usa, pois já aprendeu a conviver sem eles. Sem pentes, mas com choques de alta voltagem de energia chinesa, ministrada mensalmente em dose chocante.

Porque havia este senhor Catroga, despenteado, criticar quem tanto lhe deu e elogiar quem tanto lhe pode vir a tirar. Sem roubar, evidentemente. Ora aqui está um potencial candidato a PR. Chinoca, bom, bonito e barato.

De vez em quando ouvimos gente dizer que tem orgulho naquilo que faz. Acho muito bem que quem faz o bem se orgulhe do que faz. O pior é que também há quem passe o tempo a praticar o mal e diz-se orgulhoso disso.

Talvez seja uma questão de não saber distinguir o bem do mal. Ou de querer enganar aqueles a quem fez mal, dizendo que lhes fez bem. Temos governantes que estão nessa onda. Tal como estavam já há quatro anos.

Os portugueses estão habituados a muitos enganos e desenganos ao longo de muitos anos. Mas tantos desenganos seguidos como nestes últimos quatro, não há memória. É difícil lembrar uma boa recordação.

Há sempre coisas que correm mal. Os tempos não correm de feição, mas as decisões tomadas não têm ajudado nada. Pelo contrário, só têm piorado tudo. Por mais que quem nos engana opte pela reincidência.

É uma tristeza que haja quem se orgulhe das vergonhas infligidas aos portugueses. Quem se julgue uma estrela no meio de tanta escuridão. Quem ande metido permanentemente em esquemas que não brilham.

O país nunca esteve tão entregue a esquemas como agora. Eles aparecem de todos os lados. No setor público, como no privado. Mas quem suporta sempre o descalabro de todos, é o indefeso e perseguido contribuinte.

Ninguém tem o direito de destruir o país, seja qual for o esquema utilizado. Nem o direito de imputar muitas dessas destruições a outros, quando esconde ser ele próprio um dos maiores destruidores de sempre.

Portanto, em lugar de orgulho, alguém devia sentir vergonha do estado atual a que chegou o país. E devia sentir vergonha de continuar a bater na tecla do progresso, quando só se vê retrocesso vergonhoso em tudo.

Chega-se mesmo ao cúmulo do descaramento, quando alguém responsável por um dos setores mais desacreditados no país, diz que não é ele a estrela, mas a instituição a que preside. Ele, digo eu, nem velinha é.

Depois, há aqueles risonhos marotos que, apesar de serem apenas maus apêndices, ou meros complementos do poder, têm sempre um arreganho no olhar destrutivo do alheio, já que por si, nada fazem de construtivo.    

09 Mai, 2015

CONTAS FURADAS

 

Há pessoas que, ao que parece só conhecem um algarismo, por sinal o número quatro. Daí que tenham tendência para o usar a dobrar. Nunca falam de números de 1 a 43, nem de 45 em diante. Mas bem podiam falar.

Se for por ignorância, tudo bem. Ninguém é obrigado a saber mais do que aquilo que aprendeu. Mas se for por qualquer deficiência pessoal, o problema é mais grave. Os números acima citados, têm uma boa história.

Se o número 44 significasse um número de porta de uma residência, isso quereria dizer que, do 1 ao 43, havia outras tantas portas que deviam ter moradores. Mas não têm. Ou se têm, não estão ocupadas por quem devia.

O mesmo acontece a portas do número 45 e seguintes. É que antes do 44, muitos foram os impedidos de morar nesse bairro. Mais recentemente, muitos têm ficado isentos de ocupar portas de 45 em diante. Porquê?

É tudo muito fácil de explicar. 4+4=8, ou seja, dois algarismos quatro. 4+5=9, noves-fora, nada. Pois é, isto é mais fácil do que parece. São estas as contas que fazem os senhorios lá do bairro na seleção dos inquilinos.

Bem sabemos que os senhorios são, por natureza e por norma, uns usurários e uns interesseiros de primeira água. Eles sabem que os melhores inquilinos não são os seus amigos. Nada como um bom inimigo.

É que os amigos, mesmo que lá cheguem, não se demoram por lá. E isso não compensa. Até porque estão habituados a não pagar. Mas um grande inimigo, até pode lá ficar o resto vida. São rendas certas e sempre em dia.

Lá que os senhorios sejam o que se sabe, ainda vá. Já não se compreende o falatório de quem só sabe o que significa o duplo 4. Esquece que um dia, quando menos o esperar, lhe pode calhar em sorte o 43 ou o 45. É a vida.

Até pode acontecer que alguém me esteja a desejar igual sorte. Porque não? Quem anda à chuva molha-se. E eu não tenho guarda-chuva. Mas não arrisco andar por aí a pedir para os outros o que não quero para mim.

Quanto a merecer ou não merecer, não sou eu que faço a seleção. Ainda vou sabendo o que faço, mas não sei o que fazem os outros. Daí que só possa comparar tudo o que se vê fazer aos senhorios e aos inquilinos.

08 Mai, 2015

PASSOS DE GRAÇA

 

Passos ganhou nova graça com a vitória dos conservadores no Reino Unido. Dirá agora que isso é um trunfo que o ajudará a ganhar cá. Mas a verdade é que nem ele é Cameron, nem Portugal é o Reino Unido.

Até pode vir a ganhar, pois as eleições são para se ganhar e para se perder. Mas o facto de Passos ter feito um grande esforço para se tornar agora mais engraçado, não o ajudará tanto como julga. Pelo contrário.

Porque a graça assente em graçolas de mau gosto prejudicam mais do que ajudam. É o caso do riso de que fala. Rir nem sempre é o melhor remédio. Sobretudo, quando o riso sai forçado por uma grande derrota interior.

Já houve tempo em que havia quem se risse do que Passos dizia. Hoje já ninguém se ri de Passos. E não é porque o levem a sério. É porque das suas palavras nada resulta de sério. Mas também já não dá para rir.

Basta olhar para a cara dele quando pretende ter graça. Basta reparar nos seus gestos. Há nele mais amargura que graça. A graça conquista-se com naturalidade, com serenidade, com espírito. Nunca com raiva e crispação.

Obteria melhores resultados se deixasse a graça para quem a tem. E nem precisaria de sair do seu partido. Há lá gente com muito mais jeito que ele. Aliás, se há coisa que o seu partido tem, é gente muito engraçada.

Faziam bem em olhar para mim. Eu julgo que tenho muita graça quando me ponho a escrever sobre eles. Portanto, deviam falar menos e ler mais o que eu escrevo. Seria uma boa maneira de se rirem de mim. E com razão.

Portanto, não adianta andarmos, eles e eu, à procura daquilo que não temos. Cada qual com o que tem. E quando temos pouco para dar, não devemos apregoar aos quatro ventos, aquilo que o vento não nos deu.

07 Mai, 2015

TRÊS? É POUCO!

 

Costa vai ter uma vida muito difícil, se chegar a primeiro-ministro. Pelo menos no primeiro meio ano. Terá de consensualizar a política externa de negócios com Cavaco Silva, que vai exigir entrar na sua orientação.

Será muito difícil saber quem tem de se calar, quando o presidente e o chefe do governo não estiverem de acordo. Por exemplo, compra-se mais ou menos bacalhau à Noruega ou vende-se mais ou menos fruta à Europa.

E isto ainda não é nada se houver um vice primeiro-ministro ambulante a vender o país a retalho e um Ministro dos Negócios Estrangeiros a cometer mais ou menos inconfidências. Isto é, três a vender e comprar.

É natural que surja aquela saudável competição entre os três negociadores, para ver qual deles desempenha melhor a sua função. Assim, fico na espectativa de que Costa ande por ali, como Passos Coelho.

Acredito que não vão criar prémios de desempenho, senão Costa tem toda a razão para também querer a sua percentagem nos lucros, que mais não seja pelo trabalho de ter de avaliar o desempenho dos outros três.

Mas há ainda mais uma dificuldade para Costa e essa começa logo com a formação do governo. Terá de arranjar três pessoas com genica para o negócio: o candidato a PR, o vice PM e o MNE. Ou seja, três de bom visual.

Depois, para lhe complicar ainda mais a vida, terá de atender à necessidade demonstrada por Cavaco Silva na Noruega, mais uma, de criar o Ministério do Mar. Se tal não fosse satisfeito, Cavaco sairia muito triste.

Depois, há aquela velha tradição socialista de colocar a cultura no seu devido lugar. E essa é para ministério, com todo o gosto. Também não podia ser tudo contra Costa. No resto, ele ainda não pensou, mas lá irá.

E lá irá, depois de ver e rever se há alguma coisa que possa aproveitar do que fica de Coelho. Pouco, muito pouco, quase nada. Mais uma tarefa difícil. Vai ter ainda o trabalho de escovar o pelo que fica em S. Bento.

 

Pelo menos há o receio, fundado ou não, de que o país anda a ser espiado. Por quem, não se sabe, mas há quem diga que por organizações secretas e há quem afirme que por uma justiça que também tem os seus receios.

Depois, todos sabemos que já há quem esteja a expiar o resultado de certos espiões que, à primeira vista, observam de forma obsessiva e secreta. Isto é normal? Sei lá! Sei é que quem espia também tem receios.

Quando um espião tem a convicção de que está a ser espiado, parece ter a consciência de que não está em pé de igualdade com aqueles que espia. Embora saiba que os espiados estão impedidos de vigiar os seus espiões.

Expiar, significa redimir os seus atos, ou pagar os seus pecados. Mas, acontece que há cada vez mais a sensação de que há quem esteja a redimir atos desconhecidos. A pagar pecados que ninguém viu cometer.

Ora, é natural que ninguém queira pagar faturas ainda não emitidas. E que os emitentes não saibam sequer o valor que devem cobrar. E assim o país anda pendurado por uma espécie de faturas falsas. Que pode ser vigarice.

Com todas as espionagens fixas permanentes e expiações antecipadas em curso, teme-se que as notícias que circulam acerca de gente isenta dessas situações, sejam obra dos que já receiam ficar vítimas dos seus atos.

Sabe-se que os amigos são para as ocasiões. Espera-se que os amigos não o sejam só para se protegerem mutuamente das justas espionagens e não terem que se sujeitar a expiações de culpas já detetadas, mas abafadas.

As amizades não são eternas. Elas mudam com os tempos, porque os tempos também mudam. Sobretudo, quando há mudanças no poder. Até as ligações estalam, se baseadas apenas em proteções de más causas.

Já cheira a qualquer coisa que, com ligações ou sem ligações, mantem essa coisa periclitante. São amigos que se detestam mas precisam de se defender juntos. Porque só juntos se protegem. Mas sempre a espiar-se.

 

05 Mai, 2015

A PORCA DA VIDA

 

Esta porca da vida de hoje em Portugal deve ter nome mas eu ainda não consegui descobri-lo. Isso deve-se apenas a uma falha grave no atrevimento de me dedicar a essa tarefa. Até para procurar é preciso jeito.

Os humanos têm o hábito de pôr nomes a todos os animais de estimação. Até põem nomes de gente. O que prova a grande estimação que lhes dedicam. Já o mesmo não acontece com o porco e a porca. Que estranho.

Obviamente que os nossos costumes linguísticos sempre adotaram a porca como a definidora da vida que se leva na pocilga ou fora dela. Também ainda não percebi porque se deixa de fora o barrasco progenitor.

No entanto, toda a gente sabe que, sem o poderoso porco, não havia porca que deitasse cá para fora ninhadas de leitõezinhos, nem maminhas a jorrar leite para a porcalhada. O porco faz, enquanto a porca distribui.

Se a vida é uma porca, naturalmente que as suas crias, os seus porquinhos, não podem ter motivos para se queixar da vida da porca, nem invejam a vida que as pessoas levam nas suas casas ou nas suas barracas.

O porco, a porca e os seus porquinhos não têm a mínima sensibilidade para avaliar essas coisas. A pocilga em que vivem dá-lhes tudo o que eles precisam. Estão sempre de barriguinha cheia. Nem precisam de grunhir.

Depois, façam eles o que fizerem, chafurdando muito ou pouco, sujando mais ou menos quem anda à volta da pocilga, ninguém lhes pede contas pelos estragos. A sua irresponsabilidade é ilimitada. A culpa nunca é sua.

É assim a vida de porco. Perdão, a vida de porca, queria eu dizer. Que acaba sempre por nos levar a falar da porca da vida. Quantas vezes metemos na nossa vida, quem nada tem a ver com ela. É o caso do porco.

Agora, eu tenho cá um pressentimento que, mesmo às escondidas, há por aí porcas e porcas, principalmente, os que mais se têm distinguido, que já têm nome atribuído. Eu é que não o sei ainda. Mas falta pouco para saber.

04 Mai, 2015

ANACRONIA

 

Cavaco disse que a lei eleitoral é a lei mais anacrónica que existe. Se ele o diz é mesmo verdade, pois não sou eu que vou duvidar de tão importante personalidade e, muito menos ainda, do mais alto magistrado da nação.

Sim, Cavaco é alto e é importante. Atributos a que mais ninguém, em Portugal, pode aspirar, por enquanto, dentro desta anacronia social. Ora, se o país sofre de anacronia, é natural que haja cá bastantes anacrónicos.

Tendo nós a lei mais anacrónica que existe, logicamente, todos os portugueses andam permanentemente metidos em anacronismos que os afetam de todas as maneiras. Então, os portugueses são uns anacrónicos.

Desta terrível conclusão, quem quiser que se liberte dela, pois ninguém pode ser aquilo que não quer ser, ou julga que não é mesmo. É óbvio que Cavaco pode ser o primeiro. Embora, ele tenha muito a ver com o assunto.

Segundo se deduz das suas palavras, desde há muitos anos que ele anda com a anacrónica lei metida na cabeça. E nunca lhe deu para acabar com ela. Penso que, anacronicamente, esta foi uma das suas dores de cabeça.

Mas, tudo indica que a caminho da Noruega, sobre a terra e sobre o mar, mesmo acima de muito ar, dentro do avião, tudo o que é anacrónico no seu e nosso país, está em vias de se tornar puro como águas de bacalhau.

E a Noruega já ali tão perto. Terra de bacalhau, de bacalhoeiros, de negócios e de negociantes do bacalhau a pataco. Tudo isto, nada tem de anacrónico e aqui, ninguém é anacrónico. Nós, os anacrónicos, ficámos cá.

 

 

03 Mai, 2015

SÃO COISAS

 

Ainda não há muito tempo referi aqui um jornalista com quem, normalmente, concordo, e até o admiro, pela maneira como se expressa e aborda temas políticos geradores de polémicas, muitas vezes artificiais.

No meu entender, revelador daquilo que eu considero bom senso. Hoje, porém, li dele um artigo em que estou frontalmente em desacordo com ele. E a questão é a candidatura de Sampaio da Nóvoa às presidenciais.

Insiste ele na inexperiência política do candidato. Daí, conclui, não se deve arriscar o voto em quem não se conhece. Este conhecimento, penso eu, só pode ser avaliado pela comparação de programas que virão a surgir.

Não quero meter-me em juízos de valor deste ou de outro candidato qualquer. Porém, a experiência a que se refere quem diz que não conhece Sampaio da Nóvoa, não abona nada os tidos como muito experientes.

Aliás, este tipo de experiência desejada, só pode ser a experiência do vício, do compadrio, do favor e do mais indesejável partidarismo. É de realçar que estas têm sido as principais críticas que se fazem aos políticos atuais.

Por alguma razão se tem insistido muito na necessidade de renovação da classe política. Gostava de saber como é que se faz isso, se só os experientes são aceitáveis. Mas, dos mais experientes está o país farto.

Se a experiência só se adquire através da militância partidária, então não se percebe o motivo de tantas críticas à partidocracia que muito dificulta tantas tomadas de decisões importantes para o país. Custa-me a perceber.

Sampaio da Nóvoa já disse alguma coisa do que quer e deseja para o país. Mas, daqui até às eleições presidenciais muita coisa se vai saber. Dele e dos eventuais opositores. Com experiência ou sem ela. E que experiência.

Parece-me, isso sim, altamente arriscado, atirar já sobre ele, ou sobre algum outro, o labéu de que este não presta e aquele é que é bom, sem qualquer dado concreto que nos garanta comparar políticas e pessoas.

As coisas devem ser avaliadas no seu devido tempo e em contexto da realidade de factos concretos. Parece-me que há quem diga muita coisa no dia de hoje, tendo apregoado o seu contrário há muito pouco tempo.

Agora, o que me parece evidente é a tara doentia com que se tenta queimar logo à partida, quem seja da área, próxima ou longínqua, do PS. Rótulos, estigmas, manias, estupidez. Todos os partidos têm bom e mau.

Mas isso faz parte da mente daqueles que se queixam de cerceamento de liberdades de expressão e outras. Como se as suas liberdades fossem as únicas que o país deve respeitar. Como se o país fosse agora um paraíso.

02 Mai, 2015

À BADALADA

 

Começam a ser cada vez mais agressivos, aqueles que não podem afirmar-se pelas virtudes daquilo que defendem pois, está na cara, que já concluíram que não vale a pena. Já nem eles acreditam no que dizem.

E isto ainda muito longe de a coisa se decidir. Lá mais para diante, quando a coisa começar a escaldar, é imprevisível o que eles vão dizer e fazer. É óbvio que eles têm de se confortar mutuamente, mas fazem muito pior.

Fazem um coro de alarvidades contra quem lhes tira o sono. Desopilam por onde podem, inventam para além do imaginário, escondem para além daquilo que toda a gente vê. Até eles veem, mas fazem de conta que não.

Já tenho perguntado a mim próprio o que será que eles querem. Talvez pensem que, com o que fazem e dizem, toda a gente se rende à violência dos seus desvarios. Assim, a coisa está no papo. Tão fácil ver a coisa assim.

Mas, em boa verdade, e ao contrário do que eles pensam, vivemos em democracia, coisa que eles detestam mas, para ganhar a coisa, é preciso ter argumentos. Coisa que eles não apresentam. Porque os não têm.

Aqui, o ataque encarniçado, mesmo feroz, nem sequer serve de defesa. Como em qualquer jogo, tem de se usar a cabeça para ganhar. Sim, porque só com a língua não se ganha nada. Sobretudo, se não for limpa.

Se há coisa importante na vida, esta coisa que está a perturbar certa gente, é demasiado importante para que tudo seja decidido por quem quer resolver à badalada. Se pudesse, seria à vergastada. Mas não pode.