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afonsonunes

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Eu não estive lá mas, pelo que li, nunca se tinha visto um qualçadão assim. Nem no tempo de Sá Carneiro estava aquilo tão cheio, dizem, como se ele pudesse ter contado tanta gente. E os da quligação tivessem confirmado.

O que se pode dizer sem exageros é que os quligados e as suas qarteiras, nunca tinham valido tanta massa. Muito mais, digo eu, que as qarteiras de todos os milionários gregos. Em alguma coisa havíamos de ser melhores.

Ah, também somos muito melhores nestes comes e bebes, até porque os gregos não têm uma quligação como esta, nem têm qarteiras que se comparem. E não se dão ao luxo de encher um qualçadão deste tamanho.

É claro que os gregos também não têm um António Qosta para servir de atração ao espetáculo. Andou muito bem o Paulo Qortas ao obrigá-lo a dizer se quer ou não estar quligado com eles. Assim do género, nova UN.

Fica assim provado que a quligação a dois não dá. Só divide o país. Porque falta lá o Qosta para que o país tenha aquilo de que precisa. Quligação só a três. Mas Qosta diz, ou nós ou eles. E eles querem, ele com nós. Boa!...     

Por acaso, até nem foi muito original, pois há quatro anos foi esta nova UN que rejeitou a hipótese de uma velha UN. Ou progrediram muito, ou recuaram bastante. Mas, foi ontem, que Qortas e Qoelho falaram de si.

Da sua quligação muito forte, das suas qarteiras bem recheadas e da classe que já nem qarteira tem. Tudo com muita alegria, até porque o beberete estava delicioso. Portugal, agora sim, Portugal é ali à frente.

Mas tem de facto uma maioria enorme, a maioria da Qarteira, ou a nota da Qarteira, que levará Qavaco, em breve, a proclamar o cancelamento do ato eleitoral. Maioria já cá canta, união nacional, também, logo, pois, pois.

Nem seria preciso referir mais nada. Foram cinco mil bandeirolas. Ou bandeirinhas? Já estou qonfuso. É capaz de ter chegado até aqui o bafo dos qualores do qualçadão repleto de gente em qualções e meias suadas.

Imagino quomo deve estar o Quosta. Nem deve ter dormido nada a pensar nos requados que lhe enviaram. Nem sei porque não o quonvidaram a estar lá. Ouviriam logo ali a tão desejada e óbvia resposta.

Peço desculpa por esta minha aventura de escrever isto à mão. À mão? Pois então!... É preciso inovar, para que tenhamos a sorte de alguém olhar para isto. E, sabe-se lá, se não copiam qualquer coisinha. Eu até gosto!...

 

Neste recanto sombrio

Onde a vaidade se apaga

Todo o cobarde faz força

Todo o valente se caga

 

Mesmo a cheirar mal, esta cena nunca mais me saiu da memória. Tinha eu aquela tenra idade de estudante em que frequentava um salão de bilhar, anexo a um café mais ou menos chique. No bilhar havia um local sombrio.

 

Era um cubículo que servia de sanitário, apenas com uma sanita, sem arejamento e sem luz natural. Porta fechada por dentro, dava nas vistas a quadra acima, escrita a giz branco nessa porta de madeira velha e escura.

 

O recanto era realmente sombrio e dava mesmo só para fugir dali quanto antes. Portanto, vaidade, ali, nem pensar. Os vaidosos iam aos sanitários do café mais ou menos chique. Mas aquela quadra dava que pensar.

 

E ainda hoje, de vez em quando, penso nos cobardes que fazem força e onde é que a utilizam. Há valentes em todo o lado. Alguns, cobardes. Mas muitos deles, só fazem força a sério, em lugares mais ou menos sombrios.

 

Mas vou ao que vim hoje. Ser notado, não é ser notável, como é evidente. Como se sabe, na nossa praça futebolística, há muita gente que joga com atributos, virtudes e defeitos, que a quadra do recanto faz lembrar.

 

Hoje resolvi ir ao encontro de um notado treinador de futebol. Ele que gosta, melhor, que adora, armar em valente, que é, não tanto pelo que faz mas, pelo que diz. Logo, a força dele está nas palavras mais que nas obras.

 

O recanto dele é luxuoso, mas a sua força, nos momentos de necessidades, não é de corajoso nem de cobarde. Mas de vaidoso, que isso é, e muito. E não apenas no seu recanto mas, sobretudo, ao espelho.

 

É tão difícil falar de bola, de jogadores, de treinadores, de espetadores. Mas eu hoje não estava virado para aquela gente de que costumo falar. Não por causa de recantos sombrios, nem de quadras que lá se leem.

 

Estamos num país que entrou em ondas coloridas. Agora estamos na onda verde. Que tem o seu surfista. E há a onda vermelha e a onda azul. Vamos começar a saber onde a vaidade se apaga e quando o valente faz força.

 

 

Este meu velhinho e tonto computador não para de me enganar. Agora, até me dá erro na palavra xuxa, mas aceita a palavra chucha com toda a naturalidade. Então, resolvi dar-lhe uma simples lição de boas maneiras.

Xuxa existe, pois claro, seu ignorante, portanto retira lá daí o vermelho que tanta confusão, e até uma enorme cegueira, te provoca. Xuxa é um nome e um termo conhecido no meio artístico e ligado a claros sucessos.

Portanto, oh computador rasca de uma figa, fazes favor de tirar daí essa vermelhidão com que sublinhas a Xuxa, que ela não tem nada a ver com erros. Erros é coisa que só a ti diz respeito. E asneiros de asnos, também.

Se quiseres ter um palminho de memória, podes falar-me de chuchas. Por exemplo, de mama, ou daquela boneca de pano embebida em açúcar que se mete na boca das crianças para estarem caladas. Tu precisas de uma.

Também lhe chamam chupetas, embora seja já uma derivação mais adequada para chupistas. Esta espécie de computador, devia saber que eu não gosto dele, precisamente por já me ter enganado à chucha calada.

É por isso que já lhe tenho respondido à má fila: queres chucha?… toma!... Mas ele não tem emenda. É bruto, teimoso, vermelho de ódio. Queria ter sempre a chucha entre os beiços. Mas eu só lhe digo: aguenta-te, pá!...

Além disso, este computador é mesmo uma chuchadeira. Só quer mama. Não sei quem lhe meteu este vício. Depois, por desgraça, julga que todos são como ele. Mesmo os desgraçados que só podem chuchar no dedo.

Esquece que, sendo ele uma chuchadeira, é comparado a um inseto chamado chucha-pitos, a quem o povo atribui a morte de pintainhos. Este gajo é um trágico. E ando eu aqui a suportar todas as suas avarias.

Contudo, não tenho outro remédio senão continuar a aturar esta maquineta. Mesmo portando-se como chucha-pitos do povo que, em quatro anos, já me tirou tudo. A mim, e aos que só chupam no dedo.

Depois, o xuxa é que fica com as honras de todas as adjetivações. Só que o xuxa, não existe, senão na mente de todos os chuchas que tudo chupam mas não aguentam pensar que o mundo não é só dos mamões egoístas.

Já agora, só mais uma dedução que pode ser útil a alguns chuchas que não se calam com as alusões aos xuxas. Espero que depois destas linhas se lembrem dos xuxial (anti) democratas. A diferença está no ’l’ (de ladrão).

Evidentemente que esta treta toda é apenas para aqueles que metem a língua na trampa. E deixo bem claro que toda ela é da responsabilidade deste computador que até já escreve sozinho. E, logo eu, a aturar isto.

 

O grande tema do primeiro e, ao que parece, o único debate televisivo entre António Costa e Pedro Coelho devia ser comparar as borradas e as burradas de ambos, até ao momento em que vão limpar-se na televisão.

Felizmente para qualquer deles, e para os telespetadores, isso já foi ultrapassado. As borradas, em especial do Pedro e as burradas, principalmente do António, vão para as calendas, pois surgiu emergência.

E essa emergência é, nem mais nem menos, o aparecimento inesperado de novos e úteis participantes no debate. Daí que o resto tenha perdido o interesse. Surgiu José Sócrates e Carlos Alexandre para pararem o país.

País que está agora suspenso para, finalmente, ter a noção do que têm a dizer sobre borradas ou burradas que andam no ar há tanto tempo. Os portugueses esperam ansiosamente para ver qual deles cometeu mais.

Ora, como se sabe, tudo isto gira à volta do nove de setembro. Costa e Pedro vão a debate, Sócrates deixa Évora e Carlos quer dizer porquê. Portanto, nada melhor que juntá-los e fazer o debate do ano, a quatro.

É que tudo o que os quatro têm para dizer, é fundamental para que os portugueses saibam votar a quatro de outubro. Os eleitores querem lá saber das borradas e das burradas do governo e da oposição. Nada disso.

Os eleitores querem é saber quem ganha o direito a ir para Évora depois deste debate a quatro. E muito mais interessante seria, se fosse permitido que Portas também debatesse. Seria mais um candidato a ir para Évora.

Portas já está a debater-se interiormente com essa possibilidade. Mas, ao que parece, não são permitidos debates a cinco. Só arranjando mais um, para perfazer a meia-dúzia, pois os debates a seis já não têm proibição.

Claro que essa possibilidade pode vir ainda a acontecer, pois não seria difícil convocar o sexto participante, com borradas e burradas em série, para superar os outros. Estou ansioso. Nunca mais chega o tal dia nove.

Entretanto, olha, temos de ter paciência com tudo e com todos. Até mesmo com aqueles que querem abrir os olhos aos outros, mas não conseguem abrir os seus. E da escuridão nada de palpável se pode retirar.

10 Ago, 2015

PASSOS PUXA

 

Passos puxa agora mais que nunca por toda a sua capacidade natural para o engano. Que já lhe deu ótimos resultados ao longo dos felizes anos que leva de maquinações. E está convencido de que tudo vai ser como dantes.

Até pode vir a ser, pois andam estrelinhas no ar por todo o lado, ajudando a espalhar o engodo delicioso das suas façanhas governativas. Deixando para trás o seu passado de cinco estrelas que o nevoeiro cinzento ocultou.

Passos não pode puxar muito pelo brilho pessoal, mas sempre vai puxando pelo pagode, atribuindo-lhe méritos e encómios pela coragem de o terem aturado com tanta paciência, sacrifício e, claro, muita resiliência.

Passos puxa com tanta força pelo brilho de uma lua em noite de cerrada tempestade, que já vê descontração na sua relação com o povo que não quer ter relações de qualquer espécie com quem tanto o tem maltratado.

Os portugueses sabem perfeitamente o que é descontração e estupidez natural. Mas também sabem a quem devem atribuir tais honrosos predicados. E os portugueses também sabem a quem não dão estrelinhas.

É que as estrelas já não são o que eram. Já lá vai o tempo em que a grande estrela, o sol, fazia sorrir o planeta. Agora, o seu brilho parece um sorriso forçado vindo de graças nojentas, oriundas do palavrão e da mentira.

Cada um puxa por aquilo que domina, pois a mais não pode aspirar. Passos não pode puxar dos seus galões, como muita gente faz perante as suas limitações. Passos não tem galões. Tem apenas uma bandeirinha.

Apostava que Passos puxa pelas capacidades literárias de Portas para, em nome de ambos, se dirigirem por carta, aos cidadãos eleitores, numa mensagem que, hipocritamente, mistura agradecimento com esperança.

Não se agradece a alguém que de há muito é vítima de agressões permanentes. Não se dá esperança a quem já foi privado de ter uma vida normal. Ou, a quem já não vive pois, simplesmente, sobrevive. Puxa!...

Este é o pano de fundo de uma governação, cinco estrelas. ‘Já não há estrelas no céu’. Sim, já não há… E não é preciso puxar muito pela mona para chegar à conclusão de que Passos e Portas têm apagado muitas. 

09 Ago, 2015

O BAIXINHO DA SIC

 

Como não podia deixar de ser, a SIC tinha de encontrar alguém que fizesse sombra ao martelo da TVI, sem alterar nadinha da rota da conversa. Dois apêndices do governo, dois papagaios defensores dos males deste país.

Males que já toda a gente conhece, mas que muitos baixinhos e martelos não se cansam de encher de virtudes, de dourar pílulas negras e ocultar com redes de disfarce vistoso, mas eivado de intenções mesmo baixinhas.

O baixinho também é martelo, mas o martelo não é baixinho. O verdadeiro martelo tem um martelar mais ruidoso, até porque tem outro cabedal. Já o baixinho é uma miniatura, mesmo quando em bicos dos pés.

O baixinho ontem, sábado, na SIC, e o martelo, hoje, domingo na TVI, não andarão longe um do outro na guerra dos cartazes, um crime muito mais hediondo que os roubos da Tecnoforma ou a venda do país a pataco.

A SIC e a TVI, politicamente, fazem parte do complot que tudo faz para que o poder se mantenha nos atuais delapidadores do país social, financeiro e patrimonial. A esse belo complot, só interessam cartazes.

Guerra dos cartazes que ainda não está bem esclarecida, para lá de uma parvoíce de alguém. Esperemos para saber o resto. Mas quem não espera, é a voragem daqueles que nada mais têm para dizer e apresentar ao país.

Seria interessante que estes cartazistas se lembrassem que os seus patronos, ou patrões, e (des)governantes do país, nunca assumiram culpas de nada. Sempre sacudiram a água do capote em tudo, mesmo o que dói.

O baixinho da SIC e o martelo da TVI são as batutas que comandam o resto da orquestra que, a nível nacional e através de auto falantes e auto escreventes, levam o ruído aos píncaros do desplante e do descaramento.    

Que se fale de tudo, muito bem, desde que seja verdade. Verdade que deve ser horizontal e vertical, com origens e destinos claros e criteriosos, para não se transformar em seletivas mistificações e manipulações.

 

Sim, Passos, tal como é fácil pensar ou adivinhar, também tem cérebro, senão não seria um ser humano. O que não é o mesmo que dizer que ele é humano para os portugueses. Ou demasiado humano para poucos deles.

Na verdade, é um ser humano, mas muito pouco humano. Fico a pensar se tal se deverá ao tamanho do cérebro, ou mais à qualidade da massa encefálica. Que, penso eu, depende muito da qualidade do que se come.

Não me admiraria nada que Passos fosse uma espécie de glutão a comer queijo. Ora, diz a sabedoria popular, que essa tentação é terrível para o esquecimento. Pois, esquecimento, memória, cérebro e, lá está, o queijo.

No entanto, dado que surgiu agora uma nova teoria sobre a possibilidade de alguém estar num lado e ter o cérebro noutro lado, tenho de me virar também para esse lado. Isto, em política, é uma completa baralhação.

E então nesta fase da campanha eleitoral. Depois de quatro anos e tal a dizer sempre as mais puras e impuras verdades, eis que o cérebro atraiçoa fatalmente as bocas, deixando escapar aquelas mentiras sempre ocultas.

Vamos lá supor que Passos está de corpo e alma na coligação, mas tem o cérebro no PS. Isto é apenas um desdobramento da teoria do ai Jesus. Mas que tem muito sustento. Pois, o cérebro anda muito com a língua.

Agora, do que não há dúvida, é que Passos tem um largo bocado do cérebro, ocupado com os eleitores. Já os eleitores têm ocupação mínima com Passos, nos seus. O que quer dizer que não há sintonia de cérebros.

O cérebro de Passos mais uma vez o deve ter traído. Agora na velha Feira de S. Mateus, na capital do velho cavaquistão. Ali, viu os seus amigos mais dóceis. Menos agressivos junto dele. E mais confiante nos seguranças.

O cérebro de Passos é hoje, para ele, um capital de confiança no futuro. Já o cérebro dos eleitores portugueses é um depósito a prazo de elevado risco, que querem ver convertido em capital à ordem. A ser levantado já.

Passos não é, nem nunca será, um crânio a condizer com as suas medidas e os seus desejos. Por fora, mais parece uma cabecinha, onde guarda uma preciosidade que só pode ter sucesso pelos seus valores abaixo de zero.

06 Ago, 2015

MAU, MAU!...

 

Esta coisa dos roubos parece estar numa espiral expressiva. Já não bastava sabermos que os políticos e os donos disto tudo, que são muitos, passam o seu precioso tempo a roubar. Agora, nos futebóis é mesmo à traição.

Foi com grande espanto que surgiu a notícia de que o Benfica roubou um jogador ao Sporting. Ora isso é pura malandrice. Deve ser obra do bom Jesus, que se deixou roubar e transportar em braços da Luz para Alvalade.

É por isso que o governo e as oposições já não falam de coisas que não sejam roubos. Isto da política e da bola gera tantas proximidades que os contágios são inevitáveis. Ainda não vi claramente o que é que se rouba.

Bom, na bola roubam-se taças, campeonatos, jogadores, treinadores. Só não foram ainda roubados árbitros e presidentes. Mas há quem diga que eles já roubam. Daí até chegar a eles próprios, é só o som de um apito.

Pelo governo adentro parece estar em movimento uma longa operação a que deram o nome de, Chave Dourada. Dentro do meu desconhecimento, julgo que se trata de uma chave que arromba todas as portas deste país.

Ora, não posso deixar de concluir que, a ser assim, trata-se do maior ciclo de assaltos jamais verificado ao longo dos tempos, maior mesmo que no tempo do Zé do Telhado. Mas agora, entra-se pelas portas e com chave.

Se alguém está a pensar que apenas se roubam uns milhares aos pobres contribuintes, está muito fora destes raides. Deem-se ao incómodo de ver as muitas tramoias usadas para roubar dignidade, sossego e direitos.

Já as oposições desperdiçam o seu precioso tempo a roubar e a atirar piropos umas às outras, em lugar de roubar as ideias opressivas do governo e destrui-las como se destroem as provas da grande vigarice.

Suponho que a grande vigarice não contém nem pratica roubos. Isso é coisa de gente menor, de governos sem ideias e de oposições incapazes. É antes obra de gente que aprendeu a fazer essas coisas nos seus governos.

É evidente que a grande vigarice nunca dá prisão a quem a arquiteta, pratica e dela usufrui. Anda sempre à volta de alguém que faz fumaça para esconder e proteger. Em tempos ouviu-se falar de uma seita. Mau, mau!...

05 Ago, 2015

NUNCA MAIS

 

A bem de uma campanha eleitoral animada, já é tempo de começarem a aparecer aquelas frases bombásticas que rapidamente se transformam em slogans que põem em polvorosa os votantes e até os abstencionistas.

E se meto nisto os abstencionistas é porque, ao contrário do que se pensa, eles vão participar ativamente na campanha do seu, nunca mais. Dirão que, políticos governantes, nunca mais. Talvez fosse esse o bom sentido.

Também é natural que surjam outros movimentos como, Passos nunca mais. E aqui há várias hipóteses a considerar. Passos nunca mais no governo, Passos nunca mais fora do governo, Passos nunca mais a mentir.

Estes slogans vão com certeza responder àqueles que preferem o, sempre. Por exemplo, Passos e Portas sempre. Passos longe, sempre, ou Portas fora, sempre. Quando deixarem o governo o, sempre, pode ir mais longe.

Passos e Portas em Évora, sempre, ou um deles em cada cidade concorrente de Évora, como Coimbra, Porto ou Santarém. Mas, sempre, com o sempre a dar força ao slogan. Que serve para todos os portugueses.

Todos eles, sem exceção, podem arranjar maneira de dar o melhor sentido ao, nunca mais, ou ao, sempre, que mais jeito lhes der. Com a vantagem de que não serão apenas alguns a excitarem-se com o ópio desses slogans.

Uma boa campanha eleitoral tem de ser plural, porque se a tornam singular, como parece ser o sentido dominante, então adeus campanha e adeus folclore de belas frases, com o sempre a sobrepor-se ao nunca mais.

Mas lá virá o tempo em que o, nunca mais, vai dominar todas as conversas. Já se ouve com alguma intensidade no, pré eleitoral. Mas convém esperar pelo, pós eleitoral, e então a conversa tornar-se-á gritaria.

Bem sei quanto as minhas previsões incomodam pouca gente. Não admira. Há quem viva do passado e não ligue nenhuma ao futuro. Isso acontece a quem o passado lhes lembra felicidade. A felicidade de 4 anos.

Foi por isso que me lembrei de trazer aqui o ‘sempre’ e o ‘nunca mais’. Cada um que pegue no que mais lhe convém. Porque sempre ouvi dizer que cada um é feliz à sua maneira. E todos temos o direito ao nunca mais.

04 Ago, 2015

MAIS PAULADA

 

Neste momento, Paulada, é tudo aquilo que o Paulo atira cá para fora. Ao contrário do que diz em acusações que só podem ser entendidas por quem tem os mesmos gostos dele. Mas, a Paulada vira-se contra o Paulo.

Pois é ele, Paulo, que quer apagar a lei com a sua suposta habilidade de trocar irrevogáveis palavras, por revogáveis trapaças, que não resistem à mais leve prova da falta de seriedade. O jornaleiro julga-se dono do jornal.

Anda por aí a carpir rancores por estar, segundo diz, a ser vigarizado por alguém que lhe quer retirar um direito. Que não tem. Quando é o Paulo que quer vigarizar, impondo a sua inútil presença nos debates televisivos.

É uma pena que os portugueses não possam apreciar a tão importante Paulada de que o Paulo tanto se orgulha. E o seu orgulho sente-se ferido por não ter as televisões a realçar esse orgulho de primeiro troca-tintas.  

Certamente que ainda não esqueceu a sua meritória intervenção no longínquo Independente. Agora, não faz por menos. Todas as televisões, todos os jornais, todas as rádios, têm de estar ao seu serviço exclusivo.

É caso para dizer: coitadinho do seu chefe. Tem de se remeter ao papel de líder sem voz, de chefe abafado, para que o Paulo brilhe, fale, discurse, reforme, anime, saliente, augure, um país sem mácula, cheio de Pauladas.