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afonsonunes

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04 Nov, 2015

Já cheira

 

O leitão e o vinho da Bairrada que Assis se preparava para botar abaixo no sábado, fez logo efeito na coutada do Coelho. Depois de farto de ouvir falar em governo de gestão, leitão e vinho preveniam qualquer indigestão.

Coelho não estava para ser assado em lume brando, coisa que não condizia nada com o forno quentíssimo do leitão de Assis. De repente, esse cheirinho vindo da Bairrada mudou tudo. Coelho já quer ser assado.

Mas prefere ser assado em lume bem vivo, assim tipo churrasco, com muito piripiri, pois já imagina como vai ser bem regado. Quando a coisa aquece, mais força tem o CDS. E quem se aquece é o Coelho e o seu PS-D.

Por acaso, o leitão de Assis, acaba de passar a porco, pois a ramboia mudou-se para o Rato. Mas que coisa - leitão, porco, coelho, rato. Isto já é bicharada a mais. E nem tudo contribui para uma boa gestão do coelho.

Temos de concordar que um coelho em gestão de churrasqueira onde mete rato no assado, tem poucas probabilidades de que alguém lhe meta o dente. Logo, será uma churrasqueira votada à continuada bancarrota.

Mas, inesperadamente, o Rato deitou tudo a perder. Os cheirinhos e os fumos que já estavam a fazer efeitos especiais nos paladares mais refinados, e as ameaças de chumbos na coelheira, apagaram o braseiro.

Isto, apesar de esse braseiro ser o resultado de cavacos de lenha de azinho, bem seca, que dá brasas que se julgavam inapagáveis. Mas, nesta vida tudo se apaga. E também tudo se paga. Até as dívidas impagáveis.

Há quem diga que esta noite já cheira a um acordo. Pois, já estamos habituados a toda a espécie de cheiros. Neste caso, não cheira a comes e bebes. Mas pode saltar por lá, a rolha de uma garrafinha de champanhe.

Enquanto salta ou não salta de vez, andam os taradinhos do costume a fazer anedotas sem graça nenhuma. Há um que quer uma muleta, mas não quer ser muleta. Outro, que faz tudo ilegítimo depois, só vê ilegítimos.

Até há um ministro que advoga numa causa estranha. Entende ele agora, que a culpa disto tudo não é do PS. Podia lá ser, um partido tão amigo desde sempre. Nada disso, a culpa é de um malfeitor, o tal António Costa.

03 Nov, 2015

Quanto mais levas

 

Esta coisa de levar, tem que se lhe diga e é por isso que resolvi dar qualquer coisa à discussão do assunto. Jorge Coelho descobriu há muitos anos que quem se mete com o PS leva. Não sei o que dirá Francisco Assis.

Sim, porque Assis está a meter-se com o seu PS, o mesmo de Jorge Coelho e de António Costa. É caso para dizer qual, ou quais deles, estão a dar e a levar. Mas, acima de tudo, quem vai levar a melhor no meio desta trolha.

A mim faz-me muita impressão ver o Assis e os seus acompanhantes a usar argumentos que facilmente são remetidos para um campo de maus perdedores, para não dizer que a tal lei do tacho está a falar mais alto.

Como se não soubessem que no tempo em que eles estavam na mó de cima do partido, as coisas se passavam exatamente assim. Tal como acontece na direita. É uma chatice, mas os tachos são menos que eles.

Que é como quem diz, que os tachos não chegam para todos. Depois, até pode acontecer que na concorrência se arranje qualquer coisinha. E então agora, que a cotação dos desalinhados deve estar altamente inflacionada.

Talvez até haja um bónus especial de conjuntura. E em lugar de levar pancada da grossa, até pode haver um tipo de condecoração, mesmo sem medalha ao peito, ou uma bela casaca virada com lustroso forro laranja.  

Entre os dissidentes muito conhecidos, dá para perceber o que anda por ali escondido, através dos argumentos invocados. Falta de diálogo e de discussão ou desconhecimento do acordo, são dois dos principais motivos.

Argumentos patetas, de patetas, para patetas. Houve mandato para proceder assim e a discussão e criação de acordos não se faz na praça pública. Mas serão depois ratificados, após concluídos, no lugar próprio.

Depois, em tempos de menor pica, o que interessa é animar a malta. Já que a animação anda arredia de alguns, esses, mudam de poiso e procuram aliviar tristezas. E nada melhor que um leitãozinho à maneira.

Mas tudo isto é normal num partido político. Quando se não passa isto, diz-se que há unanimismo. Só é de lamentar que apareçam sempre aqueles que, tendo a casa a arder, só se preocupam com a chaminé alheia.

02 Nov, 2015

Espécies

 

Toda a criatura é uma espécie de qualquer coisa. Dentro de cada espécie há o útil e o inútil. É sabido que até há aquela espécie de gente que só serve para atrapalhar. Ou para baralhar, se não puder mesmo atrapalhar.

Estou a lembrar-me, por exemplo, dos economistas e da espécie de economistas que nos mostram todos os dias como é possível tirar um curso e, com o canudo na mão, defender ideias de espécies tão diferentes.

Chego a convencer-me que as faculdades de economia também devem ensinar uma espécie de economia para cada espécie de alunos. Depois, penso que saem da mesma faculdade várias espécies de economistas.

É ver como os economistas dos partidos têm a ver com a espécie de partidos da sua simpatia. Uns dizem que a economia está bestial, outros garantem que a economia está rota. Pois, alguém deve ser uma espécie.

Uns, são uma espécie de gente que quer qualquer coisa menos económica para os seus bolsos, estando a defraudar alguém, que será uma espécie de sustentáculo de malandrices. Outros, serão a espécie que não interessa.

Mas, como é possível que todos tenham aprendido a fazer contas da mesma maneira e cheguem a conclusões tão díspares. Certamente que é, pois é isso que eles nos mostram quando todos falam do mesmo assunto.

Agora, os economistas de esquerda apresentam, ou vão apresentar, um programa de salvação do país. Os economistas de direita dizem que vem aí mais um resgate. Não sei se aqueles salvam, mas estes não salvaram.

Também sei que esta espécie de direita no poder, não mostrou competência, nem tem autoridade para dar palpites de soluções únicas, quando não conhece, ou não quer admitir, que há outros caminhos.

Há ervas daninhas à beira de todos os caminhos. Mas há que escolher um daqueles cuja infestação não seja total. O segredo está em saber diversificar o herbicida que possa vir a ser eficaz contra as más espécies.

Os portugueses não podem continuar uma espécie de gente errante, só porque os meteram por trilhos errados, perdidos nos meandros de um labirinto que já tem quatro anos de caminhada sem se atinar com a saída.

Este país não suporta esta espécie de subserviência cega a quem não teve, nem tem orientação. O país e os portugueses sempre encontraram rotas de sucesso. Estes quatro anos foram só uma espécie de mau intervalo.

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