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afonsonunes

afonsonunes

18 Fev, 2016

Até tu, Pedro!

 

Evidentemente que deve ter sido muito mal recebido na direita mais que perfeita, o desabafo do líder pafiano de que se cometeram muitos erros na sua governação que terminou há pouco. Mas que surpresa mais tonta.

Disse o mesmo líder, precisamente em Bruxelas que, apesar desses erros seus e da tróica, se fez o que tinha de ser feito então. Coisa mais confusa: afinal, os erros tinham de ser feitos. Logo, digo eu, nada houve de errado.

São assim os pafianos inconformados. Dizem, desdizem, mas depois confirmam os ditos iniciais. De tudo isto, fica a irrelevância do que dizem e a confirmação de que já não adianta querer salvar a face. Nem a palavra.

Salienta-se, no entanto, que aqui e ali vai havendo sinais de que algo já é indisfarçável, ainda que misturado na floresta das suas ideias indefinidas. Vai sendo tempo de vir para terreno limpo e deixar o escuro das sombras.

Ainda que tenham de deixar aí aqueles que mais começaram a criticar o líder por não continuar em plenitude, a velha linha de intransigente atropelo à verdade dos factos, cientes de que o braço nunca deve torcer.

Até porque agora, precisamente em Bruxelas, capital de muitos dos seus enganos, começam a surgir desenganos que Costa, mesmo a custo de alguns de lá e de cá, começam a ficar desmistificados. Pois, são negócios.

Bem podem os mauzinhos de cá continuar a moer o orçamento, ou os orçamentos que eles inventam. Porque, agora, a discussão é feita lá e não cá. Lá por quem o faz e o aprova e não cá, por todos os que não o querem.

E há sinais de que essas tretas de cá, estão ultrapassadas, bem como as guerras surdas com tanta tinta espalhada, a ver se chegava até lá. Sim, chegar, chegou, mas já demasiado esbatida pela dose de lixívia contida.

Até tu, Pedro! Lamentam agora muitos dos seus seguidores. Sim, até ele, tal como os seus críticos o fazem há muito tempo, lá vai dando umas achegas dispersas ao reconhecimento dos erros que nos levaram até aqui.

Pena é que outros seus iguais, ou seus colaboradores a vários níveis, não tenham tido ainda a coragem de fazer o mesmo, que não é mais que um dever. O país bem merecia olhá-los à altura das suas responsabilidades.