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afonsonunes

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28 Mai, 2008

O filme da crise

 

 
A gente já anda a ver este filme há vários anos, mas parece que só agora alguns acordaram para esta realidade. Até há pouco tempo a crise era só para os outros. Vidinha fácil… Agora vão surgindo crises diversas, até para aqueles que não estavam habituados a elas.  É o fim do mundo…
Mas, vamos lá ver o filme ao contrário, imaginando alternativas.
Se estivesse no poder a sociedade anónima, Leite Lopes Passos Patinha e Outro, não se falaria desta crise, porque ainda estaríamos na outra. Na deles.
Se estivesse no poder o mágico Portas Abertas não teríamos crise, porque ele já teria dado o exemplo, indo plantar galinha, semear arroz, plantar milho e trigo, enfim, teria ido aos figos e já não importávamos nada para comer.
Se estivesse no poder o genial Louça Partida já teria nacionalizado a América com todo o petróleo e trigo, logo, a nossa crise já cá não morava. Morava cá a deles.
Se estivesse no poder o grande Jerónimo Trabalhador Cansado, há muito que os portugueses andavam todos a cavar batatas, enquanto cantavam alegremente, mostrando que a crise não é com eles.  
Rebobinemos o filme e veremos que há crise, sim senhor, por cá e por lá. Mas essa é para os pobres a sério e sérios. Para acabar com essa crise é preciso mudar o mundo de alto a baixo e em sentido contrário do que querem muitos dos que mais se queixam.