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afonsonunes

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Compreensivelmente ainda está tudo muito indefinido até porque até ao próximo dia quinze o Senhor Sark tem uns probleminhas a resolver em Paris, antes de marcar a viagem para Portugal, bem como divulgar a universidade que pretende frequentar. No entanto, decidido está já que, não pode ficar muito distante de S. Bento, devido a uma agenda que ele ainda não conhece, mas que está ansioso por conhecer.

 

Ansioso e ambicioso, tal como a agenda misteriosa e o seu possuidor, que só a revela depois de ter o seu parceiro Sark ao lado, não vá a Senhora Merk ficar a pensar que, afinal, essa agenda podia ter sido discutida e cumprida com uma conversata entre os dois. De qualquer forma, e amizades à parte, para estas personalidades, uma agenda é sempre motivo para badalados encontros, com mais uns beijos e uns abraços.

 

Claro que esta misteriosa e ambiciosa agenda é submetida ao Senhor Sark em jeito de primeiro teste. Depois, será a vez da Senhora Merk dar o seu consentimento à prossecução dessa incomensurável ambição. Ultrapassados estes dois testes, a tal misteriosa agenda seguirá para o seu destinatário final. Fica no ar a esperança do seu crescimento ou a deceção da notícia da sua inutilidade.

 

Mas voltemos à escolha da universidade que até parece que estava a ficar fora da agenda. O Senhor Sark ainda não sabe o que lhe aconteceu e como lhe aconteceu. Mas tem lá em Paris um belo exemplo de como essas coisas acontecem. Tal como anteriormente, entendeu continuar a ser um bom discípulo, nos bons e nos maus momentos. O Senhor Sókrak ensinou-o a gerir e agora vai ensiná-lo a digerir.

 

Além disso, se o remédio esteve numa boa universidade em Paris, também está numa boa universidade em Lisboa. Sókrak, como o nome indica, continua a ser um indispensável orientador de craques. Depois, é bom não esquecer que Lisboa tem um handicap ainda melhor que Paris: Tem o Senhor Passak, um génio em inventar saks, uma coisa que, dizem as fugas de informação, consta da tão falada agenda ambiciosa.   

 

Com todas estas voltas ao texto, está a ficar para trás a finalidade desta agenda misteriosa, mas que se sabe, sem qualquer espécie de mistério, que ela é, acima de tudo, ambiciosa. Ora só o poderá ser, se conseguir convencer o homem que acaba de pôr fim à seca francesa, o Senhor Hollak, de que adere ao plano que consta da agenda ambiciosa do Senhor Passak, e que o recebe orgulhosamente como membro do seu staffak em formação.

 

São já conhecidas várias reações muito positivas quanto às vantagens do aparecimento do Senhor Hollak na cena europeia dos calotes. O Senhor Ranjelak já se manifestou disponível para aderir à causa, opinando que se trata de uma coisa muito boa que vai ter consequências muito boas. Certamente não esquece que até o socialismak pode trazer uma vida mais tranquila que aquela que atualmente lhe turva a vista.

 

Ainda não ouvi a abalizada opinião do Senhor Cavak, desconhecendo portanto se também ele está a embrulhar alguma agenda a que já se tenha referido há muito tempo. Suponho que já tenha o papel com florinhas. Sá falta a fitinha de um vermelho vistoso e brilhante. É natural que esta agenda não seja tão ambiciosa como a outra, a do Senhor Passak, mas é preciso ter em conta que o Senhor Cavak quer agora é que não o chateiem muito.

 

As dúvidas são como as cerejas. Atrás de umas vêm outras. Está a causar muita agitação a falta de reações rápidas dos Senhores Relvak, Gasparak e Pereirak. São conhecidas as suas convicções patrióticas e o seu apego a uma linguagem completamente desconhecida na Bastilha. Já ouviram falar da Torre Eiffel e, principalmente, da seca do Sena. Mas, certamente, nunca tinham ouvido falar do Hollak. Portanto, mais um mistério.  

 

Finalmente, faz-se um veemente apelo a todos os que se interessam ardentemente por estas coisas e por estas pessoas que se sentem felizes sempre que há uma mudak, que participem na receção ao senhor Sark, que lhe façam sentir o nosso prazer em que tenha uma boa estadia, num bom hotel, numa boa universidade e que aprenda muita coisa que não sabia. O nosso país é hospitaleiro e retribui os favores recebidos. Obrigado.