Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

02 Jun, 2012

Força, Porlisgal!

 

O meu país é Porlisgal, um país novo no contexto europeu e até mundial que está a dar lições a todos os povos que um dia se deixaram cegar pela opulência da pobreza. Confirmo que é isso mesmo, a opulência em que os pobres julgavam que tinham direito a viver lado a lado com os seus irmãos que, sendo ricos, sempre quiseram parecer uns pobrezinhos de Cristo.

 

Os portugueses são hoje um povo extraordinário que viu, com todo o mérito, ser-lhe reconhecido o seu dom natural de serem capazes de dar tudo o que têm, e o que deixam que lhes tirem, para minorar as necessidades e as ansiedades dos seus irmãos de sangue que, por incapacidade moral e intelectual, não podem contribuir para que, também eles, sejam extraordinários.

 

Devo esclarecer que o meu país, Porlisgal, é apenas o meu país e não o país de quem o quiser, ou julgar que é obrigado a ter. Nunca deve ser confundido com o tal país chamado Portugal que, por sinal, tudo indica que está mesmo à rasca, a avaliar pelos contrastes que apresenta, comparativamente com o meu querido e progressista Porlisgal. Basta reparar que Portu tem ‘u’ a mais e lis a menos.

 

Não tem nada a ver com Porto e Lisboa, mas é evidente que, ter Por à frente de lis, tem o significado que qualquer português de inteligência média compreende. E eu, porlisguês de inteligência baixa, acho mesmo que Por é uma nação e Lis é apenas um complemento governativo/executivo, das ordens vindas da grande nação valente e imortal. E, curioso, cada uma com o seu Victor, com o Gaspar abafado pelo Baía.

 

Força, Porlisgal! Apesar de ainda não ter sido desta que se fez justiça ao guarda-redes. Mas lá iremos, Victor. Tal como no meu país, a justiça tarda mas não faltará e a baliza voltará a ser tua. Tal como a TV2 será de quem o Miguel quiser e não de quem o Pedro pensa que será. Pedro e Miguel não fazem parte do meu Porlisgal. Eles não sabem o que custou a liberdade.

 

Mas sabem que estão à rasca no seu país e mostram sinais preocupantes de que os erros que eles cometem não têm nada a ver com as suas altas competências. Todos os relatórios apontam para o passado como origem e para o futuro como desastre previsível. Cada vez mais realizável. Daí que, tal como não querem responsabilidades do passado, também não querem responsabilidades pelo futuro.

 

Para que tal aconteça, toca a consultar o tio Aníbal e a tia Assunção. Nada como um conselho dos tios mais próximos para dizer que tudo foi feito para, muito democraticamente, demonstrar que esse povo extraordinário a quem tudo se deve, tudo merece, porque todos os bons patriotas têm a obrigação de passar por todas as provações, até morrer se for preciso, para salvar a sua amada pátria.           

 

Decisão de consulta que também é extraordinária. Podia ter sido ao papá e à mamã, a quem os bons filhos recorrem em ocasiões extraordinárias. Mas, depois de consultado o conselheiro especial Miguel, os tios são a opção mais compatível com as necessidades do momento e a garantia de que os conselhos recebidos não vão entrar em conflito com os do Miguel extra forte. Porque os pais nunca mentem aos filhos.

 

Muito se tem falado em medos, em receios, em relatórios, em investigações. Tudo isto, neste país que não é o meu Porlisgal. Porque no meu país, não há tubérculos destes, de tão subterrânea que fazem a sua vida. Nunca deveriam ser semeados ou plantados. Porque, assim, lá os temos, inevitavelmente, a mandar um ou outro ramo à superfície, qual periscópio, que nos inferniza as nossas vidas.    

 

De periscópios, o conselheiro Miguel parece saber tudo, graças aos seus conhecimentos avançados. Já o Pedro parece não fazer a mínima do que é isso de periscópios os quais, ele nem sequer desconfia, até podem andar dia e noite à volta da sua cabeça.

 

Força, Porlisgal! Serás tanto maior, quantos mais Víctores, Pedros e Miguéis fizerem com que sejamos tão extraordinários.