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afonsonunes

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02 Jul, 2012

Portugal chinês

 

As viagens entre Portugal e a China estão a incrementar-se a um ritmo alucinante, logo, geradoras de muitas outras viagens entre a China e Portugal. Não só porque quem vai daqui para lá tem de voltar, como os que vem de lá para cá, tem de regressar. Por acaso nunca me tinha lembrado disto, mas a gente está sempre a aprender. E, pelos vistos, os chineses também.

 

Ora isto quer dizer que os meios de transporte tendem a aumentar devido à grande procura, o que significa que nem tudo está parado neste tempo de dificuldades. Há viajantes portugueses que estão a procurar bater o record de viagens no curto espaço de tempo, julgam eles, de que dispõem. Eles até nem sabem se o seu tempo não se esgota enquanto andam por lá.

 

Isto leva-os a ter aquele natural receio de que, a acontecer essa eventualidade, tenham de pagar a viagem de regresso do seu bolso, pois nunca se sabe quando é que acaba o cabimento para essa rubrica do orçamento, à custa do qual se passeiam tão frequente e demoradamente. Fica a sensação de que muitos deles, até ganham nessas viagens aquele bronzeado que podiam ganhar no Algarve.

 

Mas, a verdade é que esses turistas muito especiais, não suportariam ver-se comparados com aquela gente de uma certa idade que vem lá de cima, embora cheia daquilo com que se compram os melões. Porque há a ideia que se vai entranhando no nosso país, de que essa gente lá de cima, que ainda vai frequentando o Algarve, já compra menos melões que aquela gente de cá, que vem acampar nos areais.

 

Os nossos viajantes que vão à China e os chineses que vêm cá, devem ter um intercâmbio que lhes permite frequentar hotéis, cá e lá, um pouco melhores que aqueles que os algarvios proporcionam a preços de saldo. Daí que, nada de misturas. Até porque na China não há crise, logo, quem vai à China, também não tem nada que estar a olhar para o porta-moedas e para o que lá não tem dentro.  

 

Pondo de lado estas minudências, Portugal está voltado para a China, disposto a navegar as vezes que forem necessárias. Por agora, vai navegando pela via aérea, talvez porque ainda não se tenha aventurado nos mares, esses mares que tantas honrarias nos deram. Mas, os navegadores desta geração, ainda estão a estudar as vantagens do transporte marítimo e a maneira de se orientarem através da bússola.

 

Como é sabido, eles já são mestres na sua orientação, que é aquela que já vem dos tempos da descoberta do caminho marítimo para India. Nessa altura todos se orientavam com as especiarias. Agora, as especiarias chamam-se milhões, como se fossem minhocas desenterrados em cada cavadela que dão lá fora e que trazem cá para dentro. São especialistas em cavadelas especiais.

 

Os navegadores da era moderna andam, também agora, entusiasmados com a esperança de que a China venha a construir submarinos. Embora ainda sigilosamente, essa possibilidade contempla um compromisso ainda dependente de mais algumas viagens e de mais alguns viajantes, com o objetivo de se fixar a quantidade de unidades e o preço de aquisição de cada unidade.

 

É evidente que isso é o mais fácil de acertar, pois os preços no mercado alemão são bem conhecidos e, por comparação, a concretização do negócio são favas contadas. Pelo contrário, são bem conhecidas as dificuldades de acordo sobre as chamadas contrapartidas. Como o nome indica, são problemas que se caracterizam exatamente por partidas que têm os seus contras.

 

E ainda mais complicado é o uso de luvas adequadas a qualquer contágio proveniente da ferrugem das partes submersas. Não é qualquer pessoa que pode usar essas luvas especiais e extremamente cáusticas para mãos menos cuidadosas. Mas, uma vez usadas segundo as modernas técnicas de manuseamento do material, são cem por cento eficazes. Venham de lá os submarinos chineses para o Portugal chinês.