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afonsonunes

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Estou certo de que não vou cometer nenhuma brutidade se disser que o país tem quase tudo para ser um dos mais felizes da Europa. E vou apenas falar de pessoas, pois do sol, do tempo e das belezas naturais, já toda a gente falou e ninguém se viu contestado, ou mesmo insultado, por não dizer as verdades que não tenham recebido os consensos que fazem a nossa grandeza.

 

É a falar de pessoas que engrandeceram, engrandecem agora, e vão engrandecer de futuro, este país de ordem e de trabalho, onde ninguém anda por aí a dizer mal de ninguém, nem muito menos a agredir seja quem for, nem fisicamente, nem através de uma linguagem de antigos carroceiros que, todos sabemos, hoje já não existem. Há quem diga que somos um povo bem-educado e eu confirmo.

 

Tem-se falado muito de finanças e de economia. Do estado da nação e dos seus representantes. E é por aqui que começo. Temos um presidente que em tudo, mas mesmo em tudo, tem dado provas evidentes de que sabe o que diz e quando o deve dizer. Que sabe o que faz e quando o deve fazer. Que tem sido decisivo na superior orientação e nos sábios conselhos que regularmente transmite ao país.

 

País que o ouve avidamente, que anseia mesmo por cada uma das palavras, pausadamente, mas sabiamente pronunciadas, especialmente quando fala do que mais sabe, que é a sua formação de base. Economicamente, não falha, financeiramente, um relógio suíço. E o governo, todo o governo, como gente do povo que é, não perde uma palavra de cada conselho, mesmo que venha em forma de recado.

 

Temos um governo coeso, com um primeiro-ministro recheado de ideias modernas, sensatas e claras que não deixa dúvidas a ninguém sobre o que pretende, e sobre o conhecimento que tem das necessidades do seu povo. E, assim, os portugueses estão com ele, porque quem fala claro não mente, e quem não mente sabe que fala sempre claro. E os seus ministros, sem exceção, seguem-lhe o exemplo.

 

O seu adjunto Relvas, é um tratado de bem dizer e de bem-fazer, culto como é, um comunicador excecional, como paradigma de um exemplo para toda a comunicação social, no que à liberdade de expressão diz respeito, mas também à verdade das notícias, ao respeito pelas opiniões que, neste clima de dignidade e de respeito mútuo, nem podiam divergir dos seus pontos de vista.

 

As virtualidades de outros ministros podiam aqui ser realçadas, mas não vale a pena ocupar tempo e espaço a dizer o que toda a gente sabe. Todos eles e elas são, modelos de competência, de seriedade intelectual, irredutíveis defensores da verdade dos seus atos, com um relacionamento perfeito com o povo, nas áreas da sua competência. Povo que lhes retribui esse respeito com o carinho que o caracteriza.

 

Mas o país tem muito mais. Quem precisa de dinheiro não tem problemas. Vai ao banco e traz o que quiser. Só paga quando quiser e se quiser. O país tem um serviço de saúde em que só morre quem é desleixado e fica em casa à espera que lhe mandem um médico ainda mais barato que uma enfermeira. Mas o país também tem um polícia sempre à mão, que basta chamá-lo da janela de casa.

 

Nem seria preciso dizê-lo, mas nada é feito à bruta. Não há cidadão que pense sequer em ser violento. Porque todos os cidadãos gostam de toda a gente. Dizer impropérios para ganhar notoriedade, é coisa impensável. Todos os cidadãos têm nome próprio e apelido. Não são isto nem aquilo, como em tempos que já lá vão. E, quem tem cargos importantes, é sempre tratado por excelência.    

 

É por isso que Portugal é um país que dá exemplos ao mundo, através de uma vivência que rejeita todas as formas de egoísmos e todas as manifestações de inveja. Que aceita com toda a convicção a coexistência da riqueza opulenta com a pobreza miserável que a rodeia. Portugal, feliz na sua diversidade, tem quase tudo. Mas o pouco que lhe falta, tarde ou nunca vai chegar. Porque também não lhe faz falta.