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afonsonunes

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Depois de grandes desilusões na roleta da vida, há sempre um dia grande na vida de toda a gente, da gente que ainda tem vida. Que mais não seja, o dia lindo de um sonho, daqueles sonhos que nos dão vida.
 
A gente sonha que o mundo vai mudar. Acredita e deseja que algum dia acabe o que está mal, porque a mudança, sendo uma esperança que esbate o passado, é um movimento de ilusões que altera até, no nosso íntimo, o lugar dos sentimentos mais instáveis.
 
Mudar é modificar o que está ou o que temos. É gratificante, é bom pensar nisso. Como se pudéssemos mudar para bons, todos os maus procedimentos que andam por aí. Era realmente bom, mas há muita gente que lá vai mudando de camisa e outros que apenas mudam de gravata. Porque parece mal andar sempre com a mesma, ou é conveniente não abusar da cor. Outros ainda, não mudam nada.
 
Ontem, como hoje, assim serão amanhã. Ao menos que fossem sempre bons. Mas os maus, infelizmente, são os que menos mudam. São sempre maus, são cada vez piores, quando mudam.
 
As coisas deviam mudar quando não prestam, e as pessoas também.
 
A mudança dá alegria, é novidade, é esperança renovada em cada dia, quando se espera
e se deseja qualquer coisa de novo, de melhor.
 
Modificam-se os horizontes que nos rodeiam, brilham os olhos nas órbitas, ao descortinar novos ares. Agita-se o espírito com a espera. Morremos de amargura se falta essa esperança num amanhã risonho e diferente.
 
Até ontem nada mudou, nada de novo, tudo como dantes. O horizonte continua a morrer nas quatro paredes que nos cercam. Mas o mundo não acabou ontem.
 
Hoje começa novo dia, nova vida, nova história, que não cabe aqui. Hoje, amanhã, a esperança que nos resta.
 
E tu, bom amigo, já pensaste em mudar um pouco? Não te atrases do pelotão da frente e mantém, bem viva, a esperança de uma fuga rumo à meta do progresso.
 
Não penses nos furos que a vida tem. Pensa na tua meta, não na dela, nem na dele. Ouve o que se passa à tua volta e entra na conversa mas, ouve bem, na conversa do povo de quem todos se vão esquecendo.