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afonsonunes

afonsonunes

11 Ago, 2012

Oh da Guarda!

 

Não sou eu que estou a pedir socorro para qualquer problema que me aflija neste momento. Mas, sou eu que estou banzado porque nunca, jamais, em tempo algum, esperaria que a senhora da saúde em tempos idos, notável em Castelo Branco, acaba agora de cair do altar da senhora da saúde da Guarda.

As operações de risco então feitas aos albicastrenses não lhe valeram mais que uma ida atribulada para a farta e fria cidade das alturas, onde as operações passaram a ser, não de risco, mas fatais, apesar de a sua transferência ter demonstrado claramente que o seu bisturi andava rombo demais para continuar a operar.

Mas, por obra e graça de um partido que tudo encobriu ao longo de muitos anos, e ainda encobre, os barões e as baronesas usaram e abusaram da impunidade reinante. Foram operações e mais operações, em que a justiça foi muito diligente em investigações aparentemente destinadas exclusivamente a ocupar o pessoal.

Em contrapartida, outras investigações foram deliberadamente postas de lado, ao que tudo leva a crer porque essas não interessava levar por diante. E assim se mantiveram anos e anos. Esta da senhora da saúde da Guarda é das tais que, ou muito me engano, ou ninguém lhe quis tratar da saúde em devido tempo.

Por isso, repito, estou banzado, por ver o homem forte da saúde, entrar em tais domínios sem resistência dos habituais barões e baronesas que sempre se defenderam uns aos outros. Agora, parece que o homem forte, conseguiu mesmo ser mais forte que a fidalguia toda junta.

Talvez porque essa fidalguia tenha vindo a perder elementos que eram invencíveis e, há sinais, apenas sinais, de que virão a cair mais alguns dos grandes, entre os maiores. Porque não podem falar eternamente na limpeza da casa alheia, sem terem a sua própria casa exemplarmente limpa e arrumada.  

Talvez tenha chegado o momento de fazer coincidir o discurso com a atuação, a todos os níveis, principalmente o governamental, pressionado como está pelos seus credores. E o alargamento dessa atuação é inevitável que desça do cume até à base, para que se possa ver plenamente a sua eficácia.

O homem forte da saúde venceu uma batalha difícil. Vamos esperar que não venha a perder outras, sem dúvida, a travar ardorosamente. Mas, há outros dez responsáveis que precisam ter a mesma determinação e há um responsável por todos os responsáveis, que não pode ceder à tentação de ter os seus inatacáveis.

É preciso não esquecer que o governo nem precisa de ter grandes preocupações com o impacto daquilo a que está comprometido. Desde que o faça com clareza e aquela coragem que lhe é dada pela obrigação de o fazer. Mas, sobretudo, cortando a direito, sem olhar a filhos e a enteados.

Se for preciso, que se grite, oh da Guarda, forte e feia, para que se faça, ‘o que ainda não foi feito’. Só é pena que se tenha perdido tanto tempo a fazer o que não precisava de ser feito. E estejamos fartos e frios de esperar por tudo o que nos foi prometido, apesar de já sabermos que nunca mais será cumprido.