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afonsonunes

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Na coligação que nos governa há um entendimento notável, portanto não adianta andarem para aí a especular sobre hipotéticas divergências. Entre as quais, as que dizem respeito à RTP. Até o ministro Miguel Relvas já está em condições de desdizer tudo o que disse, bem como o presidente do CDS, que já se calou sobre esse incontornável não assunto, enquanto Borges, cala o bico.

Entretanto, acabo de saber que não foi o dr. Borges, mas o ministro competente que escolheu o novo senhor RTP. A decisão bem pode ter sido tomada após o almoço numa boa cervejaria onde, obviamente, se terão degustado mariscos com fartura e de qualidade extra, sempre bem regados com abundantes príncipes com muita espuma.

Entretanto, o DCIAP apenas confirma que, sobre o problema dos submarinos, está a fazer averiguações sobre desconhecidos. Os meios de comunicação social não deixam de falar em Paulo Portas e no milhão que, ora emerge, ora submerge, tudo levando a crer que, se não há mentiras do DN, por exemplo, esse milhão se transformou em oitenta e cinco depósitos.

Portanto um milhão a prestações suaves. O que me faz cá uma complicação danada, é o facto de, o DCIAP, dizer que não há indícios contra quem recebeu essas prestações e que só anda atrás de desconhecidos. Isso leva-me a concluir que, o DN mente em todas as linhas, ou o presidente do CDS, doutor Paulo Portas é um ilustre desconhecido para a doutora Cândida Almeida.      

Pode ser que o Correio da Manhã venha a ser decisivo nas suas preclaras informações de primeira página que, não sendo diárias agora, podem dar um valioso contributo às difíceis e descontínuas investigações da justiça. Diz-nos esse matutino que já há um documento confidencial encontrado a boiar na casa de um recluso. Pode ser que ainda se consiga ler nele qualquer coisa de jeito.

Ora, assim sendo, isto está bonito, está. Não se sabe se o milhão emerge e submerge, se o milhão aparece e desaparece, se o milhão vai e vem, ou se já foi, ou ainda se as oitenta e cinco prestações depositadas, não passam de operações em profundidade. Fica a ideia de que o DCIAP está a dizer mais do que devia e a fazer menos do que podia. Que é como quem diz, fala demais e faz de menos.

Ainda se estivéssemos à beira de uma campanha eleitoral, a gente percebia. A menos que a mudança de PGR também dê lugar a campanha judiciária. Pelas movimentações que se perfilam, a direita no poder, leva todas as vantagens. Melhor, prepara-se para reforçar todas as vantagens que de que já vem beneficiando há largos anos. Milhões é coisa que nunca lhes faltará.