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afonsonunes

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09 Set, 2012

Sete vezes sete

 

 

Vivemos num país onde as maravilhas são mais que muitas. Por isso não admira que andemos permanentemente a fazer concursos para escolher as sete melhores. Ainda não percebi porque não se escolhem oito ou apenas uma. Deve ser porque quando se diz sete, é mais bonito que dizer uma, ou oito. Porque o algarismo sete tem o maravilhoso encanto que leva muita gente a apostar forte nele.

Acabou ontem, sábado, uma dessas intermináveis maratonas com as praias na berlinda. Foram programas e mais programas de televisão pública a ouvir sempre a mesma ladainha. Sinceramente, o que mais me agradava, era ouvir autarcas a repetir incessantemente palavras como, objetivos, dinâmicas, e outras que tais, sem qualquer concretização prática do seu uso.

Mas, também adorava quando os apresentadores de serviço, chegada a hora do almoço, realçavam sempre as delícias do menu que os esperava no melhor restaurante lá do sítio. Das praias mostravam pouco, mas víamos muito do mundo que anda atrás destes programas, para os quais não falta dinheiro. Nem tão pouco alguns tubarões que não aparecem nas águas das praias.

Não compreendo o motivo por que ainda se não lembraram de escolher os sete mais fascinantes membros deste governo, isto para não complicar muito as coisas, alargando o concurso a governos anteriores. Até porque se torna muito mais fácil, pois o atual teria menos eliminados por ser mais pequeno em tudo. E, nestas coisas de governos, é sempre muito difícil eliminar seja lá quem for.

Outra hipótese interessante seria um concurso para escolher os sete melhores presidentes do país. Aqui haveria o problema da quantidade mas, eventualmente, podia escolher-se um outro presidente de qualquer coisa maravilhosa, pois no país das maravilhas, tem mesmo de haver presidentes maravilhosos. Desde os que ganham só para as despesas das casas, até aos que vivem com muitas dificuldades.

Depois, que cabeça a minha, estava a esquecer-me do concurso para os sete maravilhosos reformados do país. Haverá quem esteja a pensar em que escalão de reformas. Em todos, esclareço eu. Porque todas as reformas em Portugal têm qualquer coisa de maravilhoso. Ou são tão altas que não se lhes vê o topo, ou são tão baixas que não se lhes vê o fundo.

Não podia deixar de referir as sete maravilhas da soneca portuguesa. Eleger os sete magníficos nesta área é difícil, porque anda quase tudo a dormir na forma. Depois queixam-se que lhes assaltam a carteira, o bolso e até a cabeça. Pois é, os assaltantes não dormem. De qualquer forma, os sete maravilhosos do sono, também merecem os seus dias de glória. O concurso vem aí.