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afonsonunes

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09 Out, 2012

Volta Scolari

 

 

Depois de tanto sofrer com as contrariedades da vida e os arrepios que ela me causa ao pensar no futuro, tenho uma fortíssima esperança de que tudo vai mudar muito rapidamente.

A notícia apanhou-me totalmente de surpresa, pois jamais eu imaginaria que Scolari  está pronto para ajudar o nosso Portugal a reconquistar os momentos de glória que ele nos obrigou a viver há uns anos atrás.

Bastou que alguém lhe dissesse para se meter à viagem porque nós precisamos dele e a resposta foi imediata: já estou indo… E nós, já estamos começando a sorrir de novo e ávidos de saber a melhor tática para sair deste ambiente de derrota permanente.

Quando ele chegar, que ninguém se negue a seguir à risca os seus sábios conselhos de mestre. Se ele mandar que todos os portugueses ponham na lapela, um emblema representativo da bandeira nacional, vamos a isso. Todos.

Mas, cuidado. Que ninguém se distraia e coloque o emblema com o lado da bandeira voltado ao contrário. Isso significaria uma ofensa imperdoável aos supremos representantes do país e um grande gáudio para aqueles que os detestam.

Com Scolari de volta o país vai acordar coeso que nem a melhor equipa de futebol cá do burgo. Acabaram-se as divisões entre presidente e governo, entre os dois capitães de equipa do governo e entre estes e os juízes de linha das oposições.

Do mesmo modo que se acabaram as manifestações nas ruas contra o governo, passando agora essas manifestações ao interior do Estádio José Alvalade. Sem assobios, sem bandeiras brancas e sem aqueles mimos de anteriormente.

Porque o país já mudou. Com Scolari não mais haverá crise porque os ‘mininos’ portugueses já têm um chefe que respeitam, porque o adoram. Já têm um chefe meigo e afável que não lhes tira tudo. Pelo contrário, vai dar-lhes tudo.

Portanto, portuguesas e portugueses, todos com Scolari, como dantes. Porque ninguém tenha dúvidas de que, com ele, Portugal vai vencer e golear a troika assim como todos os adversários internos e externos do país.

Se for preciso, estamos todos dispostos a fazer as invasões de campo que forem necessárias para ganhar todos os jogos. Porque não podemos sequer confiar nos árbitros que nos mandam para os nossos jogos.

No entanto, nada de violências verbais ou físicas, pois eles não são os maiores culpados. Esses, somos nós, que não aprendemos o suficiente com Scolari, quando ele cá esteve da última vez. Quando foi preciso dar-lhe, deu-lhe mesmo.

Estou tão entusiasmado com esta vinda do nosso salvador, que já nem estou em mim. Sinceramente, já nem sei quem é que o Scolari vem substituir. Falei do Estádio José Alvalade, mas se calhar devia ter falado do Estádio Nacional.

Pensando melhor, talvez seja mais correto falar do ‘estado nacional’. Do estado de espírito, claro! Isto é cá uma mania que eu tenho de misturar futebol com política, coisa que é um absurdo, neste país em que nada se mistura com nada.

Aqui chegado, também já não sei, verdadeiramente, quem é Scolari. Agora estou baralhado de tal maneira, que já não sei se ele é um treinador, ou um governante, não sei de onde. Mas não faz mal. Que venha, pois faz cá muita falta.

Toda a gente sabe que tudo está em crise no país. Assim sendo, a crise está instalada em Alvalade, mas também em S. Bento e até em Belém. Toda a gente sabe quais são as credenciais de Scolari. Aceitando um pouco de sacrifício, bem pago, pode assinar três contratos.

 

 

 

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