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afonsonunes

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Dispenso-me de tentar sequer explicar o que é um atraso de vida. Mas parece-me bem mais fácil dar exemplos desses espécimes que nem são muito difíceis de encontrar. Basta passar os olhos pela comunicação social.

E também não é difícil ver como entre eles, podemos identificar aqueles que se deleitam com a festa das suas estúpidas palavras, como aqueles que fazem festas intermináveis ao deleitarem-se com a estupidez dos outros.

Quem faz as suas festas com a festa da estupidez alheia, sem manifestar um mínimo de justificação para os foguetes da festa, implicitamente, está a levar, ou a tentar levar, essas festas sujas para as sujeiras que envenenam o dia-a-dia de muita gente. 

E envenenam a vida do país, porque a estupidez das tiradas de responsáveis pela sua recuperação, tão depressa lançam atoardas divisionistas, como logo a seguir apelam à união de todos os portugueses. Esses, só podem estar a mais no sistema.

Infelizmente, não se lhes pode chamar ignorantes, pois eles sabem perfeitamente o que estão a fazer. Estão a tentar conquistar, pela perniciosa estupidez populista, o que não conseguem com trabalho válido e competente.

Mal imaginam esses, que talvez não tarde que o povo lhes comece a fazer as merecidas festas, aliás, como já lhes foram prometidas nas ruas onde foram eles, e só eles, os protagonistas justamente sublimados. O povo está a festejar o presente, não o passado.  

Não é com atrasos de vida destes que o país lá vai. As festas do passado não desculpam as festas do presente, nem tão pouco nos livram das festas fúnebres que pairam no ar, com todo o cheiro fétido que emana das palavras destes cangalheiros mal-educados.

Há ministros neste governo que são autênticos atrasos de vida que só contribuem para ofuscar o que de meritório outros estão a fazer. É chocante ver como o primeiro-ministro ainda não viu como são esses que estão a cozê-lo em lume brando.

Mas, se persiste em tolerar as festas que esses ministros folclóricos e seus próximos continuam a dar, os foguetes que eles lançam no ar, vão acabar por levantar a fervura, pois o lume começa a estar forte de mais para que o primeiro-ministro aguente.

É necessária austeridade, é necessário muito sacrifício, mas também é necessário que haja respeito, para que ninguém falte ao respeito. E o que menos o país necessita é de caceteiros verbais que só servem para fazer esquecer a necessidade de austeridade.   

A discussão política quer-se viva e até acalorada, para que dela surjam esclarecimentos e verdades, como é próprio das democracias maduras. Mas a democracia não pode ter atrasos de vida como mentores do que é bom e do que é mau para o povo.

 

 

 

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