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afonsonunes

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Estou completamente pasmado com o alvoroço levantado pelas telenovelas da informação televisiva. Claro que as escutas ao PM terão sido decisivas para esta diarreia informativa, ou contra informativa, em que se repete, repete, sempre a mesma coisa.

Mas, o que mais me impressionou, talvez porque eu seja muito impressionável, foi ver o STJ, a nova PGR, a ministra da justiça, o diretor da PJ, todos no mesmo noticiário, em que também se deu conta do reboliço que vai pelos sindicatos da justiça.

Talvez seja a minha insensibilidade para estas questões que me levam a ver isto sob este prisma anormal, quando tudo indica que se está dentro da mais absoluta normalidade. Porque estas coisas talvez façam parte das reformas estruturais em curso.

Mas vamos por partes. O STJ não quis falar das escutas, o que o coloca na linha de atuação anterior. Não fala e ponto final. Já a nova PGR parece já estar a dar boas indicações da sua independência, falando das escutas antes do STJ se pronunciar.

A ministra da justiça, que tem já um passado que lhe dá um crédito de sábias opiniões, diz que é desta que se vai tratar do monstro chamado segredo de justiça. É muito oportuna esta pressa, porque é preciso, agora e depressa, que ninguém fique impune.

O diretor da PJ diz que é preciso mais dinheiro para que se averigue tudo, e como deve ser. Correto. Só se espera que não voltem a fazer tanta cera como nos vários processos que duraram anos e anos e, ou não deram, ou não vão dar em nada.

Faltam os sindicatos do setor. Tanto arregaçaram as mangas para colocar este governo em funções, que se estranha, pelo menos eu estranho, que agora se movimentem tanto para levar a água ao seu moinho, até com as habituais ameaças de greve.

Há quem diga que tudo o que se ouve e se vê fazer na justiça, está sob a divina proteção de altos interesses partidários. Não, agora já não. Agora, arrisco eu, estão numa fase mais adiantada, que é a fase da luta pelas reformas que interessam a cada um.

Porque, agora, quanto aos partidos, tudo bem. O problema é que o momento é decisivo para ver para onde os poderes vão cair. E os seus partidos, no poder, como é óbvio, vão ter de pender para um lado ou para o outro. E isso é chato. Muito chato.

Quando o inimigo era comum, o partido do poder, a coisa era muito mais fácil. Todos contra ele. Agora, todos eles estão interessados no comando das operações. Tal como filhos a pretender influenciar as decisões na herança dos pais.

Nesta casa da justiça há muita coisa que tem de ser muito bem repartida, sob pena de se zangar toda a família. Até porque, por mais familiares que se metam lá em casa, não quer dizer que haja mais paz e a união.

 

 

 

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