Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

afonsonunes

afonsonunes

24 Out, 2012

Solução à vista

 

 

Para alguns opinantes menos convictos, fazer perguntas é uma boa maneira de pretender que outros vão ao encontro das suas ideias. Isso acontece quando se não tem coragem para dizer afirmativamente, aquilo que se diz através da interrogação.

É evidente que, se perguntar não ofende, já o mesmo não acontece quando são os mesmos a dissertar sobre respostas por via enviesada da sua versão, nem sempre séria, muitas vezes enganadora, quando não visivelmente maldosa ou doentia.

O ministro Gaspar será incompetente? Não estou a ofender, nem tão pouco a enganar, ou a ser maldoso com alguém. Agora, se eu me atrever a dizer que quem pensa que sim, é destituído de bom senso, ou está a destruir o futuro do país, já é maldade ou doença.

Mas adiante, porque eu gosto mesmo é de respostas e não de perguntas desnecessárias. Quando me dá para me pronunciar sobre qualquer assunto, é para dizer o que penso, ou assumir as parvoíces que me apetece deitar cá para fora.

E aí vai disto, porque está na hora de sair qualquer coisa. Há uma sondagem que mostra Rio melhor que Passos e Costa melhor que Seguro. Ora aí está uma sondagem com a qual eu concordo plenamente. Porque há muitas que, Deus nos livre.

Partindo deste estudo, cheguei à conclusão que Gaspar até podia ser um bom ministro das finanças, desde que tivesse como primeiro-ministro, um destes dois, isto, admitindo que Gaspar aceitaria esse complicado desafio.

E digo porquê. Com o atual primeiro-ministro, Gaspar é o lobo mau da troika que veio para comer tudo o que houver para comer. É isso que está fazer. Com Rio ou Costa, homens que sabem o que querem para o país, isso não aconteceria.

Embora divergentes em muita coisa, têm uma visão amadurecida, de experiência feita, que saberiam, qualquer deles, explicar ao ministro Gaspar, que o nosso país, não é uma coutada da troika onde se venha caçar quase só a caça miúda.

Assim, o ministro Gaspar poderia dizer aos seus patrões, que tivessem calma e bom senso, para não provocar a extinção de espécies que servem, entre outras coisas, para alimentar as espécies mais vorazes e avantajadas que a troika protege descaradamente.

Assim, tal como estamos agora, é que não pode ser. Ter Passos e Gaspar, juntos, é o mesmo que juntar a fome com a vontade de comer. E o problema não é só a fome e a vontade de comer de ambos. É terem de dar de comer a mais três esfomeados: a troika.

Logicamente que o país não vai aguentar com os esfomeados de lá e com os esfomeados de cá. Todos eles esfomeados de muito alimento. Nem preciso de perguntar nada. Mas respondo: os pequenos esfomeados desaparecem. Morrem.

Sei que não vim para aqui fazer perguntas. Porque não gosto. Mas a verdade é que também não vim para aqui dar respostas, porque ninguém precisa delas. Digamos que vim para aqui desabafar. Coisa que, por enquanto, ainda vou conseguindo.

Sinceramente, nem me passa pela cabeça que alguém pense que estou a trair o país, com o facto de pensarem que vou sugerir que Rio, Costa e Gaspar, juntos, podem constituir uma hipótese de substituição do atual governo que está a salvar o país.

No entanto, é verdade que tenho algum receio que todos aqueles que dizem que não há alternativa, comecem a pensar neste trio. E depois de muito pensar, comecem a dizer que, afinal, está ali uma solução à vista. Mas isso ainda não é agora.

 

 

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.