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afonsonunes

afonsonunes

26 Out, 2012

Isto é segredo

 

 

Atrevo-me a revelar isto porque tenho a certeza de que ninguém vai divulgar as minhas revelações, senão ainda me arriscava a ser condenado por dizer coisas que, sendo verdades, não se podiam passar para a opinião pública.

Portanto, vou passar isto para aqui, que é um espaço privado, onde a discrição é um bem inviolável. Se assim não fosse, nunca me atreveria a trazer para aqui confidências que podem modificar a vida de muita gente. Para pior, obviamente.

Está em causa a sobrevivência dos governantes do país. Ora, não é difícil deduzir que isso significa a própria sobrevivência desse mesmo país, sabendo-se que em maré de recuperação, se perdemos os nossos recuperadores, adeus vida.

E os nossos recuperadores estão todos a ser avaliados pelo além. Têm tido muito bons alunos, mas a verdade é que algo de estranho se passou com as suas cabecinhas de ouro. Os últimos testes revelam comportamentos que fazem desconfiar de algo grave.

Mas, relembro que isto é segredo. Todos os cursos dos ministros vão ter de ser revistos e reconfirmados por quem passou os diplomas. Motivo óbvio: os resultados dos seus trabalhos não estão a corresponder às habilitações declaradas. 

As dúvidas ganharam mais relevo logo que um deles disse que o estado gastou muito dinheiro com a sua formação. Isto alarmou quem empresta o dinheiro pois, além de constituir um privilégio, revela que o dinheiro investido foi muito mal empregue.

Se há coisas que os credores não perdoam é dinheiro mal gasto. Além disso, essa despesa não foi previamente autorizada por quem de direito. E agora, chega-se à conclusão que esse balúrdio não tem recuperação possível.

Outro ministro está com dificuldade em manter o estatuto de bem formado. Desta vez o problema é o inverso do anterior. Os credores souberam que não gastou dinheiro ao estado com a sua formação e desconfiaram de tanta seriedade.

Avaliada a situação, concluíram que o curso decorreu com tanta rapidez que nem deram pelo seu início e respetiva conclusão. Logo, pensaram que o barato sai caro. Mas, também pensaram sobre o que estaria a fazer um ministro com um curso destes.

Mas, há ainda um outro caso bicudo. Há uma ministra que gosta de fazer tudo em segredo. E tem o mau hábito de pedir aos seus amigos que não digam nada a ninguém. Ora os nossos credores gostam de tudo bem contado, bem discutido, bem badalado.

Entendem ainda os credores que o dinheiro não gosta que o tratem em segredo, pois isso pode ser sinal de que venha a ser esquecido. Sobretudo, quando na justiça se anda a esconder coisas que podem vir a custar muito dinheiro. E desconfiança nos cursos.

Há uma coisa que os credores não permitem. É haver ministros e ministras que andam a fazer coisas em segredo. Eles não toleram que haja a mínima decisão que não passe primeiro pelo crivo da sua autorização. Será que não acreditam em cursos destes?

As Sapo últimas palavras proferidas por distintos credores, vão já um pouco no sentido contrário. Ainda não percebi se já acreditam mais nos ditos cursos, ou se deixaram mesmo, de todo, de acreditar. Ou ainda se quererão dizer simplesmente: governem-se!   

Mas, por favor, acreditem que tudo isto é segredo, pois se o mesmo se sabe lá fora, estou tramado. São capazes de dizer que isto são segredos de estado, ou segredos de justiça. Depois, lá vão atrás de mim, a ver que espécie de curso é que eu não tenho.

 

 

 

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