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afonsonunes

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Esta é uma empresa em cuja denominação sobressai a última palavra: Limitada. Mas, esta empresa não é uma empresa qualquer no contexto económico do país e, sobretudo, neste contexto temporal em que a economia já mal se vê.

A palavra Limitada significa isso mesmo. Há limitações em tudo e em todos, naquela empresa que devia ser ilimitada em todos os aspetos. Porém, de ilimitado apenas o volume dos salários e alcavalas dos respetivos administradores e amigos.

Apesar disso, tanto Passos como Portas, muito calados um com o outro, não conseguem administrar as mais rudimentares chatices que levantam um ao outro. Ou seja, estão muito limitados no seu relacionamento. Porque um é mudo e o outro é calado.

Em consequência disso, criaram uma mini empresa, a Montenegro, Magalhães e Cia, para dizer em voz alta, aquilo que os administradores não deixam de pensar, mas não lhes convém dizê-lo. Sobretudo, fazer a refundação da política do passado.

Montenegro e Magalhães são uma espécie de pivots dos seus patrões, só que muito mais abrutalhados na maneira como se exprimem, como lhes compete, pois não têm a pressão que recai em permanência sobre os seus administradores.

Num dia, Magalhães grita por Sócrates e mima-o com o epíteto de coveiro do país. A seguir, Montenegro acusa o PS de ser um ninho de irresponsáveis. No dia seguinte, Magalhães e Montenegro fazem ultimatos ao PS para que se junte a eles.    

A firma Passos & Portas Limitada tem ainda um diretor financeiro que controla os próprios administradores e os diretores de todas as suas empresas. Há quem diga que este diretor financeiro já detetou um terrível odor a petróleo nas redondezas.

Daí que seja evidente o seu interesse pelo subsolo e o seu desprezo por tudo o que existe à superfície. Incluindo as pessoas que, segundo pensa, só podem constituir um empecilho quando souberem o que têm por baixo dos pés.

Ele sabe que todos vão julgar que estão ricos só porque têm petróleo no país. Logo, é preciso pô-los já em pobreza extrema, antes que comecem a sonhar alto e a comprar armas para entrar na guerra que não tardará a rebentar.

O diretor financeiro, com nome de rei mago, Gaspar, já tem aliados lá fora que o protegerão nessa longa e inevitável guerra, porque ele sabe que os administradores e os diretores das empresas onde trabalha, não sobreviverão ao rebentamento das bombas.

Pese embora todos os órgãos dirigentes terem sido sempre, e continuam a ser, referências para o país, principalmente, para as empresas rivais, a verdade é que não se livram da iminência de uma falência total e de um despedimento coletivo.

Dentro das empresas de Passos & Portas Limitada, incluindo a Montenegro, Magalhães e Cia, estão a tentar a salvação através do recurso ao seu inimigo figadal de sempre, o PS, no qual veem agora a única tábua a que podem agarrar-se.

Porque, é muito diferente refundar-se, ou afundar-se, levando consigo o inimigo, ou ir ao fundo a sós, e deixar o reino e o ouro, mesmo o que não há, entregues ao bandido que teimou em não querer pagar as dívidas que ficarão como herança dos afogados.

Dada a delicadeza da situação, em que já são inúmeros os avaliadores que não dão nada pela salvação dessas empresas, está agora aberto o processo de pré seleção dos candidatos a administrador da respetiva massa falida.

 

 

 

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