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afonsonunes

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Por esse mundo fora a noite passada foi a noite das bruxas, não com este nome, mas com outro mais finório com origem na língua de sua majestade. Motivo para grandes festejos durante uma noite que atinge as loucuras mais sofisticadas.

Por cá, como somos um povo muito pacato e, ainda com a agravante de estar teso na sua maioria, o pessoal ficou-se pelas televisões. E, como também somos muito castiços e muito mais originais, para nós, foi noite de bruxas e de bruxos.

Foram horas e horas de conversas em que eles e elas nos deliciaram com as suas bruxarias que são, como é normal em seres predestinados, adivinhações do que dizem que já se passou e, mais importante, do que se vai passar daqui em diante.

E houve novidades que ninguém esperava numa noite tão recheada de ‘velhas novidades’, como as que aconteceram na assembleia, à porta da assembleia e na troca de correspondência entre amigos agora um bocado desavindos.

Para mim, a principal novidade, esta foi mesmo nova, foi a previsão, declaração, informação, de um bruxo amigo, que nos veio restituir o sono que estava quase perdido. Já estamos a beneficiar de uma nova ajuda do FMI.

Bendita ajuda, que será um pouco mais que isso, visto que mandar, tem um alcance para lá da maior ou menor ajuda. Portanto, o FMI vem dizer como tem de se fazer, porque os nabos de cá, andam a dormir há um ano e tal.

Ora foi isso que um bruxo mandado, ou mais adivinho que os outros, nos veio dizer na sua noite. Precisamente, no dia em que houve cartas para lá e para cá, a pedir ajuda no mesmo sentido. Uma ofensa aos senhores do FMI, que se terão sentido nabos também.

Está visto que temos bons bruxos e boas bruxas. O grande problema é que, passada a sua noite de gala, o país volta a esquecer as bruxarias e eles e elas recolhem as vassouras voadoras e, depois das festas, lá fica o lixo todo espalhado pelo chão.

Hoje, dia de Todos os Santos, feriado em vias de extinção, véspera dos Fiéis Defuntos e dos vivos infiéis, o país volta à normalidade, que não é mais que o país dos anjinhos que agitam as suas asinhas neste paraíso do ódio, da hipocrisia e da mentira.