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afonsonunes

afonsonunes

21 Nov, 2012

Ok, chefe!...

 

 

Os portugueses que andam permanentemente com os dois olhos bem abertos, já compreenderam há muito tempo, quais os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e da indústria. Bem como, qual o nosso atual mar de oportunidades.

Ninguém está melhor posicionado para nos falar destas matérias, que o nosso sábio e prestigiado chefe. Foi por ele que passaram as muitas ondas benéficas que o mar estendeu até às nossas costas, que até são praias magníficas.

Toda a gente sabe que a senhora Assunção é zero à esquerda, em comparação com o nosso chefe, e dela também. Mesmo admitindo que ela vai conseguir recriar a agricultura que foi vendida pelo melhor preço, para encher bolsos vazios.

A política da couve nas varandas é já um sucesso tal, que trará o ressurgimento das culturas do trigo, do milho e da batata no quintal, mas nunca a política agrícola virá a reconstituir a capacidade de criar as fortunas que os impostos atuais nunca vão destruir.

É pena que aquilo que tanto custou a apanhar, as fortunas fabulosas do tempo do chefe rico, hoje mais conhecido como o rico chefe, estejam a ser levadas, levadas sim, como o hino de uma mocidade que hoje é já uma velhice, que vai levar as fortunas para a cova.  

E o mar, sim, esse mar imenso que temos na frente dos olhos, jamais será o mesmo mar que proporcionou milhões, em troca de barquitos de pesca da sardinha, que o nosso chefe conseguiu que se transformassem em bons mercedes e vivendas com piscinas.

Diz-se que houve quem conseguisse trocar barcos por jipes e tratores, pensando que com eles iria melhorar a sua performance piscatório. Não tardou que os sonhos acabassem afogados nas praias do Algarve com os impostos que hoje lhes pregaram.

Também a indústria foi então alvo de uma abençoada refundação por parte do nosso chefe que, assim, quis demonstrar que as refundações não são obra original de um qualquer imitador que, nos tempos de hoje, julga ter descoberto a pólvora sem fumo.

A refundação da indústria promovida pelo chefe, permitiu a paragem de uma produção que se limitava a fabricar parafusos para aquelas pessoas que se descobria terem um, ou mais, a menos. Como já não há disso, lá se foram as fábricas e os parafusos.

Não são todos, mas estes são alguns dos estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e da indústria. O país está grato a quem, nos venturosos dias de hoje, recorda tão negras passagens da vida de muitos portugueses que hoje vivem à grande.

Porque, como há quem não se canse de lembrar, os portugueses, quase todos os portugueses, têm a felicidade de poder sorrir face ao futuro que os espera. Esquecido o tenebroso passado, eis que se lhes depara um calmo mar de oportunidades.