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afonsonunes

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27 Nov, 2012

Governo e Sporting

 

 

Se eu tivesse o poder de mandar os recados que entendesse necessários para o bom e regular funcionamento de todas, repito, de todas as instituições nacionais, nem era tarde nem era cedo. O meu recado já teria chegado aos seus destinatários.

Parece que as dúvidas de quase todos os portugueses são muito claras no que toca ao momento vivido pelo Governo e pelo Sporting. A semelhança assume contornos de fazer pensar com muita seriedade quem se interessa pela política e pelo futebol.

E apetecia-me perguntar quem é que não se interessa, nem por política, nem por futebol. Há sempre uma remota possibilidade de a resposta ser: muita gente. Porém, muito sinceramente, não acredito, pois é evidente que o país está com doença dupla.

Tudo porque nem a equipa governamental nem a equipa sportinguista funcionam. Segundo muitos entendidos, até estão a jogar bem, só que não marcam golos. E, sem golos, o pessoal não vibra, não aplaude, preferindo os assobios e até os insultos.

No meio desta contestação, toda a gente que fala e se rala, não culpa os jogadores, isto é, os onze ministros que não acertam nas medidas e os onze titulares que não acertam na baliza. Com mais ou menos onze de cada lado, a diferença está nos suplentes.

Um dos treinadores pode fazer três substituições por jogo, enquanto o outro treinador teima em jogar sempre com os mesmos onze, embora não acertem o tamanho das botas com as medidas da baliza adversária, chutando sempre contra a assistência.  

Assistência desesperada que já perdeu tempo demais a assobiar os jogadores das duas equipas. E já só vê uma maneira de resolver o problema da ineficácia geral. Tem de pedir contas aos dois dirigentes que são os responsáveis máximos dos dois lados.

Nada mais nada menos que Passos e Godinho, ou Coelho e Lopes, ambos muito competentes e muito confiantes no futuro. Logo, segundo a consequência lógica do meu raciocínio, ambos estão deslocados das suas verdadeiras capacidades.

Se Passos não rende como responsável pela equipa governamental e se Godinho não consegue gerir bem a equipa sportinguista, aconselho uma mexida radical. Coelho para presidente do Sporting e Lopes para presidente do governo.

Trata-se de uma dupla chicotada psicológica que resolverá o problema complicado das duas instituições que, quer se queira acreditar ou não, já lá não vão como uma daquelas simples e habituais chicotadas a meio da época, que não dão em nada.  

E hoje é o dia certo para se concretizar essa troca que tanto pode ser enorme como fenomenal. Porque hoje foi aprovado um novo orçamento. Que, precisamente, por ser novo e inédito, tanto vai salvar o governo como o Sporting.   

Que o mesmo é dizer, salvar o país e o futebol. Que se cuidem o Benfica e o Porto com a sua mania errada, ruinosa e comum, de quererem ganhar tudo. Se querem subsistir a esta ofensiva inédita do país e do Sporting, inovem e troquem também de presidentes.

Neste país inadaptado aos dirigentes que tem, tudo tem de ser mudado, a começar pelos adeptos dos clubes e pelos adeptos da política, pois é neles que está o mal. Os dirigentes, esses, são todos bons. Mas é preciso e urgente, pô-los todos no lugar certo.