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afonsonunes

afonsonunes

03 Dez, 2012

E que tal?

 

 

Entendo que já devia ter chegado ao fim o tempo da conversa fiada sobre quem teve responsabilidades na situação a que o país chegou. Atiram-se diariamente para o ar, notícias que têm origem na deturpação maldosa, quando não criminosa, de palavras ou frases a que se dá um valor probatório de culpas que não existem.

Não sou advogado de defesa nem de acusação de ninguém, até porque também nem sequer sou advogado, mas causa-me um profundo sentimento de injustiça ver gente que não sabe, ou não quer saber a verdade dos factos, preferindo a calúnia das acusações infundadas, ou o silêncio das cumplicidades escondidas.

Há nomes de gente séria que andam constantemente nas parangonas da comunicação social, enquanto os nomes de gente que a própria justiça já sentenciou como criminosos, raramente aparecem em letras pequeninas nessa mesma comunicação social. Um critério que bem define os profissionais que intervêm nessas escolhas.

O mesmo, ou pior ainda, se passa nos comentários a notícias dos jornais online. Aí, toda a estupidez é permitida e toda a alarvidade é tida como parte de uma liberdade de expressão, que só expressa as qualidades mentais de muitos dos seus autores. Mas, há quem respigue por aí, a sua maneira de estar bem informado.    

Como em tantas outras coisas, o país já não pode passar sem a intervenção externa. Pois bem, que venham de lá também investigadores isentos para ficarmos a saber o que se passa em termos de malandragem. E que venham juízes isentos que julguem essa malandragem, sem qualquer filtro imposto pelos malandros que a protegem.

A propósito de malandragem, ocorreu-me agora mesmo uma ideia que, tenho a certeza, não seria contestada por nenhum português honesto. Já que o governo português, este e todos os anteriores, não foram capazes de fazer regressar aos cofres do estado todos balúrdios que dali foram retirados por meliantes bem conhecidos, que o façam agora.

Que sejam suficientemente audazes e corajosos para criar condições para que essa pipa de massa que fugiu para onde bem se sabe, volte depressa e na totalidade. Nem que para isso tenham de se criar acordos e legislação conveniente. Nem que tenham de se trazer primeiro para lugar seguro, todos aqueles em quem ninguém toca.

Quando digo todos, são mesmo todos, e não apenas aqueles cujos nomes só servem para lançar poeira nos olhos dos papalvos. São todos os que foram ou venham a ser julgados e condenados. Nem que tenha de vir mais uma troika para abrir os olhos ao governo e a toda a justiça em geral. Para que, realmente, se faça justiça.

A propósito, Cabo Verde bem podia entregar uma prenda aos governantes portugueses que este fim-de-semana ali estiveram, penso eu, a tratar de assuntos que interessam aos dois países. Se Portugal ajuda Cabo Verde, este país também deve ajudar Portugal a recuperar o que pertence aos portugueses. Senão, aquilo caminha para Cabo Loureiro.

 

 

 

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