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afonsonunes

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Sem querer pôr em causa o conhecimento e a experiência dos nossos professores em geral, neste momento estou a pensar num professor que domina o panorama comentarista televisivo nacional. Porque, nesse mundo onde de tudo se ouve, eu já aprendi a não arriscar perder os poucos conhecimentos que tenho.

Mas, o professor em que penso agora, tem o dom de saber muito de tudo, ao contrário de outros que sabem muito pouco de nada. Parece que descobriu agora que há governantes que não deviam abrir a boca quando resolvem estar já a fazer propaganda aos candidatos autarcas do seu partido às próximas eleições.  

A propósito disso, vem-me à ideia o que seria se o ex-fugitivo do Benfica e agora devolvido de Londres à justiça portuguesa, tivesse manifestado o seu apoio ao recentemente eleito presidente do mesmo clube. Duvido que ele tivesse sido eleito, pela simples razão de que, quem é apoiado por vigaristas…

A menos que o apoiado de imediato se distancie muito claramente e de modo inequívoco do seu apoiante. Com as autárquicas a menos de um ano da sua realização, são já claríssimas as movimentações de uns e de outros. Com especial destaque, até porque são mais badaladas, as que proveem da área política do governo.

Não é que o Benfica tenha a ver com estas movimentações, mas a verdade é que há personalidades da sua área desportiva, envolvidos nestas andanças de apoios que, não tendo nada a ver com ingleses de passagem, parece aceitarem como bons, os maus apoios que só podem tornar-lhes a futura campanha num verdadeiro veneno.

E esse veneno vem do próprio veneno que existe no interior do governo. Muita da descrença que se gerou à volta dele, provem de alguns venenosos em quem já ninguém acredita. Apesar da sua aparente, mas crescente, aparição venenosa na comunicação social, como que querendo demonstrar que estão ali, cada vez mais de pedra e cal.

Bem prega o professor para que os bons candidatos a autarquias não sejam publicamente apoiados pelos maus governantes. Ele lá sabe porquê. E já houve da sua parte, manifestação pública de quem devia ser candidato a remodelação, da qual nunca mais se ouviu falar. O professor sabe muito, mas nem sempre ensina bem.

Não será apenas por isso, mas a verdade é que o nível de conhecimentos dos alunos, no partido e no governo, não para de apresentar evidentes sinais de estar constantemente a descer, à medida que as exigências das funções vão aumentando com as dificuldades de origem interna e externa. Pena é que não saibam ler esses sinais.

Já é mau que não os saibam ler, mas também é muito grave que ignorem todos os sinais que lhes chegam dos mais diversos setores da sociedade, à qual têm obrigação de dar ouvidos, ou não sejam eles os verdadeiros destinatários da sua atividade governativa. Uma coisa são as necessidades, outra bem diferente são as caturrices ideológicas.

Quanto às eleições autárquicas, ninguém quer que elas se lixem. E quem o disse, não soube o que disse. Como já toda a gente sabe o que todos vão dizer, poupem-nos, mas, em primeiro lugar poupem os milhões que todos vão gastar a dizer futilidades. Lembrem-se que há muito onde os gastar com muito mais proveito.