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afonsonunes

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O professor Marcelo tem coisas muito engraçadas. Temos de lhe reconhecer essa virtude, entre muitas outras que enchem as medidas a muita gente. Se assim não fosse, como é que a estrela noticiosa da TVI, a grande Judite, era capaz de estar tanto tempo com ele num domingo à noite. Sim, porque um domingo é um domingo e à noite, não é uma hora qualquer.

Num desses espaços de humor de primeira qualidade, ambos se deliciaram com a abordagem da possibilidade, ou não, de um herbívoro se transformar em carnívoro. Espero que eles não me levem a mal as incorreções de interpretação das palavras e do sentido que eles quiseram dar às criaturas que se alimentam de ervinhas e àquelas que preferem as grandes bifalhadas.

Por vezes sou um pouco surdo e não ouço as coisas como devia de ser. Outras vezes estou a pensar na morte da bezerra e lá se vai o meu sentido de destrinça entre um herbívoro e um carnívoro. Portanto, com isto quero dizer que nem sou melhor nem pior do que os muitos que se encontram por aí a falar de coisas que nunca aconteceram ou que foram vistas de pernas para o ar.

A verdade é que não cheguei a perceber se ele era, ou estava a fazer o papel, de herbívoro ou de carnívoro. Mas tenho a certeza de que o seu grau de conhecimentos, muito acima da média, lhe dá uma autoridade plena para falar de ambas as espécies do mundo animal, que é muito mais complicado do que muitos pensam. Basta pensar que há bom e mau nas ervas como nas carnes.

Muito claramente, pareceu-me entender que não se pode pedir a um ruminante que experimente atacar uma entremeada de porco, por mais apetitosa que ela esteja. Assim como não se pode exigir a um tigre que meta o dente numas boas favas, ainda que com muito chouriço. Isto foi, assim por alto, o que eu deduzi da agradável, como sempre, conversa entre os dois astros.

Não cheguei a perceber, porque sou demasiado lento de raciocínio, se eles estavam a associar o mundo animal a algum ser racional que é, ou se pensa que possa ser, vegetariano. Se assim foi, confesso que não cheguei lá. Porém, admito que se trate de algum vegetariano que vai ao talho. Agora, não penso sequer, que o professor e a Judite falassem mesmo de um herbívoro qualquer.