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afonsonunes

afonsonunes

18 Dez, 2012

Mas que desaforo!

 

Vai por aí um tal desaforo que até parece que o mundo todo se voltou contra o homem. Coisa sem pés nem cabeça, pois toda a gente sabe que ele é um homem sério, íntegro e socialmente impecável.

Além disso é, reconhecidamente, insubstituível no alto cargo que ocupa sobretudo, porque serve de exemplo e de estímulo a quem está abaixo dele e, mais ainda, a quem está acima dele. Que, por sinal, já esteve abaixo.

Pode parecer um exagero da minha parte mas, sinceramente, estou convencido que é a pura realidade: o país sem ele, perderia todo o prestígio que tem lá fora, sobretudo no Brasil, onde é um grande ‘sinhô’.

Não, não é da canarinho e, se dá pontapés em alguma coisa, não é na bola, não. No entanto, tem cá, em Portugal, um naipe de fãs que é de se lhe tirar o chapéu. Desconfia-se que há, entre eles, uma fortíssima amizade.

Depois, esses fãs têm medo de o perder. Se ele tivesse mesmo que se ir embora, como querem alguns, poucos e maus, o país perderia um dos seus melhores. Aliás, ele também pensa que só os pobrezinhos podem emigrar.

A propósito de pobrezinhos, lembra-se a alguém que anda por aí, que não fale de pobres. É indigno. Pobres, é coisa que não há cá. Há, sim, pobrezinhos, coitadinhos, que precisam do amoroso apoio dos fãs do homem. E têm-no.

O país não pode dar-se ao luxo de deixar sair gente como o homem, com o seu gabarito e a sua estaleca. Este, não iria para Paris porque não sabe falar francês. Mas não havia problema, porque ele gosta mesmo muito é do Brasil.

É evidente que aí, não teria problemas com a língua, nem com o nome. Já está formado em português do Brasil e toda a gente o conhece por ‘doutô’. Mas, por ‘favô’, não pressionem o homem a tomar uma decisão absurda.

Até porque a gente abre um jornal qualquer, abre os olhos e os ouvidos na rua ou em casa, e só vê e ouve os mais rasgados elogios ao seu trabalho. Do Brasil, como se compreende, só vêm confirmações do que de bom se pensa por cá.

Mais uma vez apelo aos seus fãs que não se calem na sua defesa. Ele e ‘sus muchachos’ merecem toda a vossa confiança e elogios, ainda que através de todos aqueles que ele mantem no topo da simpatia nacional. Inegável.

Àqueles que nos serrazinam os ouvidos com as suas exigências de o ver pelas costas, lembro que estão redondamente enganados. Pensem no vosso futuro, o qual ficaria em eminente risco de vos levar para onde o quereis mandar. 

Valha-nos que o homem não fala nessa mediocridade das caneladas. De quem as dá e de quem as leva. E de quem gostava que dessem mais, a quem querem menos. Por ‘favô’, deixem lá essa linguagem para a bola e para o ‘coicebol’.