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afonsonunes

afonsonunes

19 Dez, 2012

E porque não?

 

Numa altura em que quase toda a gente sabe que o país está à rasca, todas as sugestões para que não sejam os que já não conseguem desenrascar-se, a pagar as favas são, ou podem vir a ser, decisivos contributos para a paz social.

Se não se inventam formas decentes de sair deste conflito, a sua generalização vai, com certeza, fazer muitos estragos na sociedade portuguesa, muito maiores do que aqueles que já fez. Os otimistas que se cuidem.

Não quero ser daqueles que estão sentados à sombra fresca, ignorando o calor que anda nas ruas batidas pelo sol escaldante. Daí que me apresse a dar mais uma brilhante ideia, como outras que já dei, para por termo a isto.

Julgo que toda a gente sabe o que é isto. Portanto, nada de más interpretações, pois os tempos não estão para palavreados tergiversados, que são aquilo que mais ouvimos aos defensores de que isto deve continuar assim.

Os responsáveis andam numa lufa-lufa a vender ao desbarato os bens que todos sabemos que não valem nada. Daí que também não adiantem nem atrasem, no pagamento dos enormes calotes que nos sufocam.

Grandes calotes só se pagam com grandes e valiosas vendas. Somos um país cheio de palácios, mosteiros e outros grandes monumentos, jardins encantadores, castelos históricos memoráveis, etc. e tal.

Claro e evidente que nem tudo isto está devidamente ocupado, sobretudo, bem ocupado. Então, sugiro um estudo, por exemplo, sobre o aproveitamento para venda, dos palácios suficientes para encher o buraco com massa fresca.

Pois, eu sei que as joias da coroa não se deviam vender, mas a verdade é que não se pode correr com os portugueses daqui para fora, para ficarem cá os palácios com as moscas como inquilinas. Porque elas nem sequer pagam renda.

Portanto, que se vão os palácios mal ocupados, mas que fiquem os portugueses, mesmo os que viviam em casas que os impediram de pagar. Mas que já foram postos na rua. Ninguém viu os palácios que podiam ser vendidos.

Mas, muita atenção. Desnecessário será dizer que a escolha dos palácios a vender e a sua avaliação, não podia ser decidida pelos mesmos leiloeiros que estão a tratar da venda destes bens, quase sem valor, que está em curso.  

Aposto que compradores não faltavam. E nem era preciso gastar um dinheirão com promoções no estrangeiro. Há por aí portugueses que tudo fariam para salvaguardar o orgulho nacional. E o meu orgulho nesta ideia está cumprido.