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afonsonunes

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22 Dez, 2012

Passos natalícios

 

O Papa perdoou ao burlão do Vaticano, talvez porque estamos quase, quase no Natal que é uma época muito especial para todos aqueles que acreditam nos valores da fé e da solidariedade entre todos os seres humanos.

Falei em valores, porque há muito quem fale nessas coisas, mas não faça mais que atraiçoar esses valores, fazendo às escondidas o contrário do que proclama em público. São os que batem com a mão no peito com demasiada força.

Enquanto o Papa manifesta em público o seu perdão a quem o roubou, por cá temos quem tente desviar as atenções dos grandes burlões, criando cortinas de fumo em volta de tudo o que possa mostrar a triste realidade dos factos.

Pelo que veio hoje a público, há mais uns tantos burlões que não querem pagar os milhares ou milhões que levaram do BPN. Só gostava de saber todos os nomes dessa gente séria que tanta lama atirou, e atira, em todas as direções.   

Quem esconde os seus erros não tolera que haja quem os encontre. Tal como não tolera que haja quem não colabore nessa fraude. Esse não é um procedimento que dignifica quem tanto se julga próximo do espírito natalício.

Quem está convencido que não errou, só tem que demonstrar que tudo o que fez, e faz, está certo. Com factos. Não pode considerar justificado o seu erro com ataques demagógicos e descabidos a quem não concorda com eles.

Concordar e discordar faz parte da convivência política e está muito longe de ser um delito pior que os feitos criticados. Pior que criticar, é querer esconder o que toda a gente está a ver. É querer arranjar cúmplices para atos discutíveis.

A cumplicidade conquista-se com o poder da razão. Com argumentos convincentes e nunca com a força intimidatória dum falso poder que se julga nunca ter contraditório. Que se encosta a quem queria ver encostado a si. 

Passos em falso, são sempre passos no escuro. Porque o escuro também tem o poder de esconder os obstáculos mais inesperados. E quando menos se espera, lá temos o inatacável poder encostado à parede que ninguém via.