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afonsonunes

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Não são as reformas que estão a ser reformadas, pois só há reformas desde que este governo reformista e reformador entrou em funções. Por outro lado, porque ainda não fez outra coisa senão reformar asneiras velhas.

Obviamente, porque estava tudo mal e agora, com tanta reforma concluída, o país está muito diferente, para melhor, sem dúvida. Mente, quem diz que havia alternativa à austeridade. Mas, na verdade, ainda não ouvi dizer que havia.

Mas deixemos essa discussão para os espertos, porque eu quero é abordar a questão da reforma das reformas. Quer isto dizer, a maior e a melhor reforma feita até agora. Aquela que envolve o mar da sardinha e o ar que respiramos.

Duas coisas que, só por si, já justificam o título destas linhas. Ou seja, a extinção do Instituto de Meteorologia e a criação do Instituto do Mar e da Atmosfera. Grande e inteligente reforma. A reforma das reformas.

Já ouvi dizer a um ou outro crítico que devia ter sido batizado com o nome de Instituto da Terra, do Mar e da Atmosfera. Imbecilidades. Toda a gente sabe que este novo instituto se destina a meter água, ar, vento e não terra.

A única crítica com algum sentido, podia situar-se ao nível da sua localização. Nunca devia estar sediado em terra, uma vez que não é essa a sua área de influência. Mas, isso não retira um mililitro à genial ideia da reforma.

É fácil verificar como havia gente que não era capaz de dizer, Meteorologia. Isto é uma palavra que enrola a língua e, como tal, deve ser imediatamente suprimida do novo acordo. Se calhar os brasileiros já o fizeram.

É evidente que houve outras reformas de menor dimensão. A reforma dos reformados que também teve algum interesse. Houve quem pensasse que as reformas iam acabar. Pura especulação. Acontece apenas que vão acabando.

Exceto as milionárias, que vão crescendo. De resto as reformas são como as dívidas: não são para pagar. São para ir pagando. No entanto, que eu saiba, têm-se pago tantas, como os milionários têm pago as que devem ao estado.

Portanto, o estado também não paga. Pede cada vez mais. Mas isso não lhe retira o mérito de ter já concluído quase todas as reformas estruturais. Prova-o a reforma das reformas: o Instituto do Mar e da Atmosfera, sem Terra.