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afonsonunes

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Como não podia deixar de ser, o país está cheio de sistemas, entre os quais, o sistema de pesos e o sistema de medidas. Depois, quando o funcionamento dos sistemas se torna vicioso, aparece o esquema de dois pesos e duas medidas.

O nosso exemplar e sistemático governo tem demonstrado, ao longo do seu ainda curto mandato, uma quantidade e uma variedade de esquemas que o tornarão num verdadeiro recordista na prática de pesos e medidas.

Em cada sistema que se mete, logo vêm ao de cima os objetivos que o norteiam. Sob a capa de combate a determinados esquemas que minam o país, torna-se notória, desde logo, a intenção de os reverter a seu favor.

Ou seja, substituir os esquemas usados pelos menos poderosos em seu proveito, mas de forma ilegal, por outros que revertam a favor do estado ou dos muitos que gravitam na sua órbita, de forma que não infrinjam a lei.    

Por outras palavras mais claras, só o estado, os seus representantes e amigos mais próximos, podem roubar à vontade. Os outros não. Aos outros criam-se-lhes cercos tão apertados que muitas vezes os asfixiam.

Sabe-se que o país está podre. Com sistemas e esquemas que o não deixa criar meios de sustentabilidade. Mas, de cada vez que se tenta corrigir ou eliminar esses esquemas de fuga à legalidade, esbarra sempre na fuga dos maiores.

O país precisa de ser limpo mas, de lá do alto até cá a baixo, a começar por cima. E agora que se criou mais um grande grupo para rever o sistema do IRC, que não deixem os tais buracos por onde se introduzem os tais esquemas.     

Como em quase tudo, paradoxalmente, este governo de esquemas e sistemas, parece julgar que só deve pagar impostos, quem vai perdendo grande parte dos salários, ou vendo sumir-se as reformas que deviam ser intocáveis.