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afonsonunes

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09 Jan, 2013

'Contibrutos'

 

Por todo o lado e em qualquer momento, encontramos contributos valiosos para a solução dos diversos problemas que afligem aquele tipo de portugueses, nos quais não estamos incluídos. É uma infelicidade que nos persegue.

Talvez porque todos os problemas têm solução, mais ou menos rápida, mais ou menos fácil, exceto os nossos. Ou talvez porque os bem-falantes senhores de todas as verdades, só consigam solucionar os casos que não conhecemos.

Provavelmente, o erro será nosso pois, em lugar de andarmos a acreditar nos muitos contributos que nos oferecem a toda a hora, devíamos dar mais crédito e muito mais atenção, aos ‘contibrutos’ dos estranhos amigos do país.

‘Contibrutos’ que nos ensinam como se corta tudo, e em tudo, como deve ser. Se assim não fosse não eram brutos, obviamente. Eram apenas sabidos, ou espertos, autores de contributos iguaizinhos aos muitos que temos por cá.

Portanto, que fique bem claro. O país precisa urgentemente de seguir as regras que nos são aconselhadas nos estudos ou relatórios de quem recebe muitos dos milhões que gastamos com esses autores de preciosos ‘contibrutos’.

Quanto aos contributos dos nossos quase igualmente bem pagos especialistas dos ministérios, temos de considerá-los um exercício de aprendizagem, do tipo de estagiários, que ganham bem, mas ainda não aprenderam a trabalhar.

Daí que ainda não atingissem a categoria de produtores de ‘contibrutos’, pois a sua especialidade está limitada à mui digna função de saca contribuintes e acompanhantes de honra dos seus generosos patrões.

Entre as muitas intocabilidades de que usufruem, está o facto de não surgirem entre os professores, os médicos, os juízes, os militares, os polícias, os funcionários que, segundo o brutal ‘contibruto’, levam cortes mesmo brutos.  

Já me constou que tudo isto é a bem da nação. Pela parte que me toca, não posso deixar de estar orgulhoso por pertencer a esta nação que, com tantos contributos para a sua salvação, escolhe os mais brutais ‘contibrutos’.