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afonsonunes

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Porque me parece absolutamente necessário tranquilizar alguns portugueses mais céticos, começo por assegurar, coisa que só eu posso fazer, que a crise vai ter de nos deixar um dia, até porque nada é eterno.

Tal como ninguém o é, desde a grande senhora Ângela alemã, ao pequeno senhor Barroso português, passando pelo médio senhor Mário do BCE. Este, em união com um holandês e um francês, já amenizaram alguns maus tons.

Portanto, por lá, as coisas parecem estar a evoluir mais ou menos. Por cá, o problema encalhou de tal forma que, nem mais, nem menos, se vislumbra uma pequenina porta por onde se possa pensar em sair desta coisa que nos aflige.

Por todo o lado, a palavra-chave é união. Toda a gente fala de união para nos safarmos do aperto que, apesar de boas ilusões que nos vendem por bom preço, não conseguem fechar esse negócio com todos os portugueses.

Comecemos pela união socialista que tanto está a preocupar Seguro e, por acréscimo, a comunidade laranja. Aquele, desde que ocupou o poleiro, só se preocupou com a união daqueles que o elegeram. A união do partido, zero.

Era preciso manter unida a claque da sua origem. A outra, tem sido um perigo que, pensa ele, lhe queima os lábios pronunciá-la. Quem pratica uma união exclusivamente à custa da gestão de claques, não pode ter uma união real.         

A união do poder laranja com o contra poder laranja, é outra junção de muito difícil concretização, como o tempo tem vindo a demonstrar. Com a agravante de que tem havido um critério de poder em que mandam apenas os milhões.

Mas há ainda a união de dois partidos num governo, em que a desunião tem provocado os seus danos colaterais. Também aqui, o lema é falar muito de união mas, a cada momento, ela é posta em causa por ambos os unionistas.

Finalmente, e a mais importante de todas as desuniões, é a guerra que se trava entre todos os portugueses. Toda a gente sabe que a união é essencial, que nada se conseguirá pela força de uns ou as fraquezas de outros.

Mas é nisso que todos jogam. Partidos, claques e corporações. Ser os mais fortes para pisar os mais fracos. Não importa o país. O que importa é tentar destruir quem lhes crie obstáculos ou, simplesmente, que lhes faça sombra.

É assim que se trava a luta política neste país. É fazer tudo o que for possível para destruir o que só seria possível construir pela união. Os partidos no poder trabalham mais para o insucesso da oposição, que para a gestão do país.