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afonsonunes

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O pastor desempenha uma função muito mais importante que aquela que, à primeira vista, pode parecer. Sobretudo, se o pastor tiver de tomar conta de ovelhas, carneiros e cabras, tudo incluído no mesmo rebanho.

É evidente que tem de prestar contas ao senhor seu patrão que, além de lhe garantir o pão que o sustenta, também lhe paga pelo sucesso que tiver no tratamento do rebanho à sua guarda, mantendo-o calmo, sereno e feliz.

Todo o pastor que se preza tem o seu cajado, com o qual tanto pode fustigar os maus elementos do rebanho, como pode servir-se dele para orientar as mansas ovelhas, ou as cabrinhas mais dóceis, que se destaquem no rebanho.

Nobre missão, a do pastor que sabe utilizar bem o seu cajado, mesmo que de tamanho que nada tem a ver com instrumentos de tortura. Ainda um dia destes li uma notícia sobre um pastor que dizia ter o seu, abençoado.

Certamente que se trataria do seu pequeno mas vigoroso cajado, cuja bênção lhe daria o privilégio de atrair meio rebanho à sua beira, na esperança de conquistar a graça de oferecer umas meigas e doces ‘cajadadinhas’.

E o pastor, orgulhoso do cajado que tem, feliz pelo bom desempenho e pela felicidade que transmite ao rebanho, não se cansa de dar graças ao senhor pelo privilégio de lhe ter concedido um instrumento abençoado.

Chama-se a isto saber gerir oportunidades. Há tanta gente que tudo teve para ser um grande vencedor. Gente a quem foi dado o maior e o melhor para um desempenho exemplar. Mas, não soube aproveitar as bênçãos recebidas.

Nem todos são pastores com cajadinhos abençoados. Mas são políticos que se vangloriam de ter grandes e bons instrumentos para fazer felizes os seus eleitores. Porém, na hora de mostrar o que valem, sai apenas mais uma nega.