Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

Normalmente os banqueiros não ligam a trocos pois o negócio deles é tudo de milhões para cima. Paradoxalmente em Portugal, no Portugal dos banqueiros que assaltam bancos, há um banqueiro que é doido por moedas.

Não concretizou ainda se prefere as moedas de um ou mais cêntimos, ou as moedas de um ou mais euros. De qualquer forma, são trocos, que só servem para ele ir metendo nas mãos que lhe estendem os sem-abrigo.

Em boa verdade, o que esse banqueiro quer, é pôr moedas no lugar que lhe interessa. Portanto, depreendo eu, aí, valem dinheiro graúdo, montes de notas grossas, desde que sejam postas a render o espectável para o banqueiro.

Requisições deste tipo, costumam ser feitas pelo governo a entidades onde está aquilo que pretendem. Aqui, é um banqueiro que requisita, ou pretende requisitar para um lugar, moedas do governo que lhe podem render muito.

O banqueiro requisitante, que no caso começa por ser apenas um simples pretendente de moedas, revela no entanto a sua propensão para se julgar acima de toda a lógica das relações entre pessoas, governantes e banqueiros.

Estas relações, ora de amizades estranhas, ora de ódios esquisitos, já provocaram muitas ralações e indignações a muitos portugueses que não gostam de ser manipulados como se fossem moedinhas de cêntimos.

Não surpreenderia muito que o banqueiro, depois de colocar moedas onde quer, começasse a requisitar ao governo as pessoas que entende com as melhores capacidades para gerir empresas e serviços com quem negoceia.

E não surpreenderia mesmo nada que o governo fizesse dele mais um assessor, dada a sua natural apetência para não negar nada aos banqueiros que, por acaso, constituíram sempre uma classe muito bem acolhida no seu seio.       

Já surpreenderia se o banqueiro não conseguisse, com as suas moedas de elevado câmbio, ter um papel preponderante no comando do crescimento económico. Que o mesmo é dizer no crescimento do seu querido banco. 

Já agora, o governo podia aproveitar a oportunidade para se livrar algumas das competências que lá tem, podendo, como contrapartida, recrutar os amigos banqueiros que estão fora do ativo do banco assaltado. Moedas de trocas…