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afonsonunes

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Como hoje ainda é Carnaval, começo estas linhas pela política, já que é habitual falar apenas, isto é, exclusivamente, de futebol. Como se sabe, melhor, quem sabe de política, sabe com certeza que ontem o Benfica e o Porto empataram.

Atendendo ao que os seus treinadores disseram antes dos respetivos jogos, logo me lembrei que ambos estiveram à altura de bons gigantones e cabeçudos, característicos da época carnavalesca que atravessamos.

Como não quero ferir suscetibilidades, deixo a quem me ler, qual deles é mais cabeçudo e qual deles é mais gigantone. Eu tenho a minha opinião, mas não quero estragar a folia a ninguém. Quem quiser, que estrague à vontade.

Depois deste introito político, regresso agora ao carnaval futebolístico. A JSD, julgo que toda a gente sabe o que é. Não, não é Jogos Sem Derrotas, porque estou a falar de futebol. De rasteiras e caneladas no futebol dos salões.

Disse a JSD que os partidos deviam subsistir apenas com o dinheiro do estado e das quotas. Para mim, isto era subverter todos os ideais futebolísticos. Isto é um autêntico penalti forjado. Um penalti tipo melhor árbitro do mundo.  

Pronto. Já estou a misturar política com bola. Agora, porém, estou na bola. A JSD queria dizer que os partidos deviam viver apenas das quotas e pagar ao estado, o IVA devido, a vinte e três por cento das quotas recebidas. Assim, sim.

De outra maneira, não concebo que a JSD passe vida a falar de futebol, como se aquilo que dizem em nome dela, não fosse conversa de cabeçudos que já começam a ter pretensões iguais às dos gigantones que desfilam a seu lado.

Continuando a falar de futebol, parece-me que o Carnaval português está a ficar em posição de ‘offside’. Por exemplo, ninguém compreenderá, sobretudo lá fora, que os heróis do BPN não apareçam em carne e osso nos corsos.

Já, todos aqueles que os protegem, bem como todos aqueles que estão sempre a aproveitar todas as chances para ver se metem outros no lugar deles, deviam ter um lugar mais destacado no reino da esferovite e do colorido laranja.

Uma coisa é certa. O Carnaval é o reino da realidade. O reino onde os cabeçudos vão atrás dos gigantones. Passados estes dias, os foliões voltam às suas ocupações normais. Aos desfiles de misérias e aos desfiles de vaidades.