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afonsonunes

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16 Fev, 2013

Estrangeiros

 

O estrangeiro e os estrangeiros estão a comandar a vida dos cidadãos nacionais, só porque se criou a ideia de que tudo o que é, ou vem de cá, não tem hipóteses de nos convencer a aceitá-lo. Bom, bom, é o que vem de fora.

Temos um primeiro-ministro, Pedro e Passos e Coelho, que veio de África. Temos um ministro, esse tal de Gaspar, que veio da Europa. Temos outro ministro, a que chamam Álvaro dos Santos, que veio do Canadá.

Mas também temos o doutor Relvas que, ao contrário, é de cá, mas vai muito ao Brasil, porque tem lá mais que fazer do que aqui, no país. Tal como o doutor Portas que, por dever de ofício, trabalha mesmo só no estrangeiro.

Talvez ainda me falte referir mais exemplos de estrangeirismos, mas também não estou com disposição para me alongar muito mais sobre o assunto. Até porque ainda quero referir também, os muitos estrangeiros que vêm para cá.

Esses, como não foram incluídos no elenco governamental, fazem questão de só intervirem na governação, ao seu nível mais elevado, isto é, eles determinam e mandam vir, seja lá com quem for dos que cá estão.

Como não podia deixar de ser, quando não estão por cá, têm cá os seus olheiros, sempre muito atentos a tudo e a todos, para que nada do que dizem, mesmo nos mais ínfimos pormenores, seja descurado. O resto é rotina.

Agora o mais surpreendente, foi o anúncio da determinação do primeiro-ministro, certamente por ordem superior vinda de fora, de que os cortes dos quatro mil milhões vão ter um guião elaborado pelo ministro Paulo Portas.

Faz todo o sentido. Os cortes são determinados pelo exterior. Logo, devem ser guiados pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. E a ordem do primeiro-ministro é elucidativa. Portas estuda, guia, corta e determina.

Mas há um pormenor ainda não esclarecido. Como será possível a todos os portugueses participarem neste estudo do guião dos cortes. Ou seja, nesta discussão de uns cortes, que já estão cortados, a mando de estrangeiros.

E, se tudo isso não evitar que a corda já esticada se parta, lá estarão os nossos bons amigos e solidários, estrangeiros, óbvio, que darão o nó na corda que passará para o pescoço dos portugueses, a quem não será pedido mais nada.

Finalmente, Portugal, que era o país dos portugueses, terminará a sua história de muitos séculos e iniciará outra história, com outro nome, escrita pelos muitos e variados estrangeiros que assinarão a escritura de posse do país.