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afonsonunes

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19 Fev, 2013

Seguro mais duro

 

Está a tornar-se evidente que Seguro não domou Costa, mas que foi Costa que meteu Seguro na trajetória que uma boa parte do PS lhe exigia. Acabou aquela fase do jovem inseguro facilmente dominado pelos adversários.

Também acabaram as ilusões daqueles que viram um Costa obrigado a retroceder perante um líder que lhes interessava manter assim, pleno de calminha, incapaz de fazer concorrência aos maiores e aos mais erráticos.

Para quem goste e para quem não goste de um ou de outro, ou até de ambos, os tempos mudaram. O tempo já demonstrou à evidência que não é preciso um PS muito forte para lutar e vencer um PSD que já perdeu todas as forças.

A vitória de Costa consistiu principalmente em acordar o PS de uma letargia que estava a esconder as fraquezas do PSD. Portanto, Costa puxou Seguro para a cadeira que deve ocupar e não tentar aguentar-se na segunda fila da sala.

Há quem não concorde, mas Costa é um dos poucos políticos ativos que tem boa visão do que lhe interessa e de como consegui-lo. Tal não significa que terá maiores ou menores possibilidades que quaisquer outros de chegar onde quer.   

Mas, que se desengane quem pensou que foi Seguro que atirou Costa contra as cordas. É melhor irem pensando que foi Costa quem pôs Seguro entre a espada e a parede. Como se lhe dissesse: ou mostras o que vales, ou… Sim, apenas ou.

Portanto, o que se passa agora é que Seguro tem mesmo de mostrar o que vale como líder da oposição. E é apenas isso, que não é pouco, que está a tentar fazer. O tempo dirá se Seguro mostra obra, ou se Costa mete mãos à obra.