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afonsonunes

afonsonunes

21 Fev, 2013

Investigando

 

Parece que finalmente a justiça vai conhecer mexidas nas pessoas que a têm enterrado até ao nível de já não se lhe conseguir ver a ponta dos cabelos. Isso quer dizer que, tal como está, nada nem ninguém lhos pode já puxar.

Quando tal acontece, nada mais há a fazer que enterrar de vez o que há e colocar gente nova, ainda que tenha os cabelos cortados pela raiz. Mesmo não havendo a garantia de que se vai para melhor, mas sempre é bom tentar.

Muita gente se queixa que dos megaprocessos conhecidos não resultam condenações a condizer com a gravidade dos factos que circulam na opinião pública. À corrupção falada não correspondem condenações adequadas.

Há investigadores que andaram anos atrás de pistas deixadas em cartas anónimas que apenas permitiram descobrir os seus autores. Sempre da mesma proveniência. Quanto a factos, nada. Quanto a delatores, todos impunes.

Gastam-se balúrdios em investigações intermináveis para depois a montanha parir ratinhos dóceis mas com o pelinho todo dourado. E o pior é que a justiça, não só não condena, como não consegue justificar a não condenação.

Parece ser intenção de quem investiga esses megaprocessos, deixar sempre dúvidas no ar. Não condena por falta de provas. Mas também não iliba por não ter sido capaz de condenar. Uma justiça assim, é cara e com sinais de maldade.

Se a justiça que temos tem sido assim, há que começar a mudar tudo. Tudo o que já fabricou tantas injustiças, embora fosse, e continue a ser, um grande sorvedouro de medalhas e condecorações que também custam dinheiro.   

Agora, que parece que algo vai mudar, que não se caia na tentação de mudar para pior, ou seja, para dar satisfação aos pedidos de condenações, via comunicação social, especialmente através dos pasquins especializados.

Pasquins que vivem dos seus leitores ávidos de interferir nas injustiças que lançam nas suas linhas, as quais lhes estimulam ódios e vinganças de todo o tipo. Que mais não sejam, as que são fabricadas pelo seu íntimo visionário.

Neste ambiente doentio e hipócrita em que o país vive, graças a quem devia, e tinha de ser justo e esclarecedor, já ninguém acredita nas instituições. Porque é delas que nos vêm os piores exemplos que estão a levar o país ao suicídio.